O Banco de Portugal (BdP) e o Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria (CNSA) vão questionar a BDO - empresa responsável pela auditoria externa às contas do Banco Português de Negócios (BPN) entre 2003 o o final de 2008 -, assim como o fiscal único da instituição, sobre o facto de não terem obrigado o BPN a contabilizar algumas das imparidades agora descobertas pela auditoria extraordinária da Deloitte.
É que, se nalguns casos, as perdas resultaram de operações que não estavam registadas nas contas do banco nem das do seu accionista - a Sociedade Lusa de Negócios (SLN) -, noutros foram geradas por créditos concedidos pelo próprio BPN e que agora se revelaram irrecuperáveis, não estando, também, devidamente provisionados.
Como revelou o vice-presidente do BPN, Norberto Rosa, na comissão de inquérito à nacionalização do banco, o buraco agora detectado no grupo financeiro ascende a 1,8 mil milhões de euros.