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O primeiro-ministro disse hoje que, embora não se considere rico, se encaixa na categoria de rendimentos que deveria passar a deduzir menos despesas de saúde e educação em sede de IRS. Em declarações aos jornalistas no final do debate parlamentar, José Sócrates socorreu-se do seu próprio exemplo para explicar a proposta que vai levar ao Congresso socialista, como secretário-geral do PS. Com rendimentos mensais da ordem dos cinco mil euros, José Sócrates está no escalão mais alto do IRS, com uma taxa de 42%, e por isso considera que deveria deduzir menos despesas “para que as pessoas com rendimentos mais baixos possam deduzir mais”. O primeiro-ministro citou ainda um estudo, segundo o qual os 10% que declaram maiores rendimentos em Portugal deduzem, em média, 300 euros, em despesas de Saúde, ao passo que os de rendimentos médio apenas “abatem” 80 euros. Em seu entender, esta situação “não é justa” e deve ser corrigida. |
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