A Campo das Letras deverá fechar as portas no final deste mês. "Provavelmente vamos ter que renunciar", afirmou Joaquim Jorge Araújo, líder da editora, ao
Negócios.
A empresa está com dificuldades financeiras e "a situação agravou-se" nos últimos meses com a falência da ECL (Empresa Comércio Livreiro), que distribuía os títulos da Campo das Letras e que terá ficado com dívidas por saldar, sublinha Joaquim Araújo.
O editor está a "avisar os autores, nem todos", da situação, transmitindo-lhes "o conhecimento da crise", acrescenta.
"A única solução para salvar a empresa é encontrar um parceiro que viabilize um aumento de capital de um milhão de euros", afirma o líder da editora, na qual detém uma posição accionista de 51%. Este valor representaria uma duplicação do capital actual da Campo das Letras. Só que, até agora, a editora, com sede no Porto, ainda não conseguiu captar o interesse de qualquer investidor.