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O Banco Comercial Português fechou a cair mais de 5%, uma queda que atirou o valor das acções para um mínimo de sempre e o valor do maior banco privado português para pouco mais de 3 mil milhões de euros. A desvalorização surgiu na sequência de um “research” do JPMorgan, que avaliou os títulos em 0,58 euros.Os títulos do BCP fecharam a cair 5,34% para 0,692, tendo registado uma queda máxima de 7,8% para 0,674 euros. Esta foi a primeira sessão de sempre em que o BCP fechou abaixo da fasquia dos 0,70 euros. A queda de hoje atirou o valor de mercado do BCP para 3,24 mil milhões de euros, o que compara com os 3,82 mil milhões de euros do final de 2008. Ou seja, desde o início do ano a capitalização bolsista caiu 577 milhões de euros. Em 2009 as acções do maior banco privado português recuam mais de 22%, um desempenho que só não é o pior do PSI-20 porque a Teixeira Duarte recua 23,41%. JPMorgan avalia acções em 0,58 euros A forte queda de hoje foi motivada por um “research” negativo do JPMorgan. A casa de investimento, que cortou o preço-alvo do maior banco privado português de 71 cêntimos para 58 cêntimos, adianta, numa nota de “research” hoje divulgada, que “os múltiplos actuais do BCP não reflectem totalmente o enfraquecimento da geração de resultados e um provável desconto de acontecer um 'rights issue' [emissão de acções]”. O banco de investimento mostrou-se ainda preocupado com os resultados futuros do BCP, que deverão reflectir a descida do zloty [moeda da Polónia], uma desaceleração do volume, uma queda gradual das margens e um esforço adicional de corte de custos. Esta semana, o banco liderado por Carlos Santos Ferreira anunciou uma quebra de 64% dos lucros em 2008, para os 201,55 milhões de euros. A instituição informou ainda que vai emitir valores mobiliários num montante de 1,2 mil milhões de euros para melhorar os rácios de capital, mas não prevê um aumento de capital através da emissão de novas acções. Em relação aos rácios de capital, os analistas Ignacio Cerezo e Andrea Unzueta destacam que o banco terminou o quarto trimestre com um core Tier 1 de 5,8%, “uma queda de 75 pontos base, devido a: 50 pontos base das deduções com o fundo de pensões e 20 pontos base com a depreciação do zloty. Esta semana, a moeda polaca, onde o BCP controla o Bank Millennium recuou para mínimos históricos, penalizada pelas preocupações em torno das economias da região. Para o JPMorgan, estes factores de pressão em termos de capital deverão permanecer ao longo do primeiro trimestre deste ano. |
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