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Publicado 08 Abril 2009  16:48
Economia
Sócrates garante como "intactos" instrumentos de defesa dos interesses do Estado português na Qimonda
O primeiro-ministro prometeu hoje que "não atira a toalha ao chão" na busca de uma solução conjunta para recuperar a indústria da Qimonda em Vila do Conde, garantindo que o Estado português não perdeu também a esperança de recuperar os apoios concedidos à multinacional alemã. PCP chama "inocente" a Sócrates.

António  Larguesa
alarguesa@negocios.pt

O primeiro-ministro prometeu hoje que “não atira a toalha ao chão” na busca de uma solução conjunta para recuperar a indústria da Qimonda em Vila do Conde, garantindo que o Estado português não perdeu também a esperança de recuperar os apoios concedidos à multinacional alemã. PCP chama “inocente” a Sócrates.

“O governo português mantém intactos todos os instrumentos para defender os seus interesses patrimoniais na Qimonda”, disse José Sócrates durante o debate quinzenal na Assembleia da República.

O primeiro-ministro foi questionado pelo PCP sobre a notícia avançada hoje pelo Negócios, que revelou que a Qimonda BV, "casa-mãe" da fábrica de Vila do Conde, retirou 150 milhões de euros de lucros acumulados em Portugal em Dezembro do ano passado, quando a empresa já estava em dificuldades e perto de entrar em insolvência, algo que veio a acontecer em Março).

“Não atiro a toalha ao chão, enquanto há vida há esperança”, sustentou Sócrates, garantindo que o governo português colocou “várias propostas em cima da mesa” para a recuperação da empresa, a ser negociada pelos governos português, federal alemão e pelo executivo regional da Saxónia.

“Todos perdemos a inocência”, ironizou Jerónimo de Sousa, após mostrar-se indignado com o facto de a Qimonda ter “levado para a Alemanha lucros de Portugal quando era preciso salvar empregos”.



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