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Publicado 08 Maio 2009  15:08
Economia
Stiglitz no Estoril
"Ao fim da queda livre da economia seguir-se-à uma profunda recessão"
Uma mistura de corrupção entre o sistema financeiro e os políticos norte-americanos, por um lado, o contínuo movimento de desregulação associado à ideologia de que os mercados se autoregulam, e uma política monetária demasiado expansiva lançaram a América e o mundo na pior crise de 80 anos.

Rui  Peres Jorge
rpjorge@negocios.pt

Uma mistura de corrupção entre o sistema financeiro e os políticos norte-americanos, por um lado, o contínuo movimento de desregulação associado à ideologia de que os mercados se autoregulam, e uma política monetária demasiado expansiva lançaram a América e o mundo na pior crise de 80 anos.

Esta é a avaliação feita por Joseph Stiglitz para as causas da actual crise e para a qual não vê um fim optimista no curto prazo: “Estamos possivelmente a experimentar o fim de um período de queda livre nas economias ao qual se seguirá um período de recessão profunda”, afirmou hoje o Nobel da Economia, classificando este como o cenário optimista.

“Quando da reunião do G-20 sai a decisão de fortalecer o papel do FMI e do Financial Stability Fórum, que são as instituições que geriram mal as crises dos anos 90, não podemos ficar com muita esperança sobre a resolução da actual crise”, avaliou o Stigliz, prémio Nobel da Economia em 2001, no Estoril.

O Nobel fez ainda um balanço muito negativo dos planos de combate à crise dos EUA. Do lado dos bancos acusou a Administração Obama de apostar em manter vivos bancos zombies, incentivando a criação de instituições ainda maiores do que as que existiam – para Stiglitz uma das causas da crise foi o incentivo à tomada de risco excessivo pelos bancos nascida destes serem demasiado grandes para serem deixados falir. Em relação aos apoios à economia, Stiglitz considera que “chegaram demasiado tarde, foram demasiado pequenos e mal desenhados”.

O economista defende que serão precisos mais investimento público, mais medidas de apoio ao mercado hipotecário e que a Administração deveria deixar cair os bancos em vez de canalizar para lá a maior parte dos recursos orçamentais.

O prémio Nobel foi um dos oradores nas Conferências do Estoril que estão a decorrer até amanhã.




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Comentários
  • Templario_Europeu, obrigado pelas palavras!
  • Site interessante para o amigo Lerinho
  • Caro Lerinho
  • Total de comentários: 26
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