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O eixo Porto-Vigo não gera “cash-flow” suficiente para ajudar a financiar a linha, ao contrário do que acontece com os eixos Lisboa-Porto e Lisboa Madrid.
Segundo disse hoje Carlos Fernandes, administrador da Rave, durante um colóquio parlamentar sobre a rede de Alta Velocidade o modelo de financiamento para o troço que irá ligar o Porto a Vigo em 2013 conta com 0% de cash-flow, ou seja, de receitas provenientes do troço não vão contribuir para ajudar a financiar o projecto. 59% será proveniente de comparticipação pública para a fase de construção, 25% de fundos comunitários e 16% de fundos públicos para a fase de exploração. O troço Lisboa-Porto, pelo contrário vai gerar um cash-flow suficiente para suportar em 52% do financiamento, sendo que 22% serão provenientes do erário público para a fase de construção, com mais 11% para a parte de operação e os fundos comunitários a garantirem 15%. No caso de Lisboa-Madrid os fundos operacionais libertos serão de 42%, a comparticipação pública para a construção de 13%, para a operação de 18% e os restantes 27% ficam a cargo dos fundos comunitários. Globalmente, os três eixos, contando com a terceira travessia do Tejo, custam mais de 8 mil milhões de euros. |
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