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"Vai haver uma significativa correcção do mercado de acções nos próximos meses, à medida que os dados económicos forem revelando surpresas negativas", afirmou hoje o economista Nouriel Roubini, tornado famoso por ter previsto a actual crise mundial.
Em declarações feitas hoje à CNBC, Roubini disse estar convicto de que os mercados accionistas poderão cair para os mínimos de Março passado, mesmo que não quebrem esse nível. Segundo o economista, que é também professor na Universidade de Nova Iorque, as expectativas têm sido demasiado optimistas. ![]() A opinião é partilhada pelo CEO da Javelin Weath Management, Stephen Davies, que disse à CNBC que os mercados accionistas deverão registar uma correcção entre 10% e 15%. Num artigo de opinião publicado hoje no “Business Standard”, Roubini diz também que um choque petrolífero negativo, de par com um aumento das rendibilidades das Obrigações do Tesouro nos EUA, poderá cortar as asas da recuperação. O economista salienta que o risco de uma correcção nas bolsas, perante os decepcionante fundamentais macroeconómicos, é bem claro. “A forte subida dos preços de alguns activos poderá levar a uma recessão em forma de W”, advertiu o economista. Nouriel Roubini - que ganhou o epíteto de adivinho da pior crise económica e financeira desde a Grande Depressão depois de em 2005 ter advertido para o facto de o “boom” especulativo no mercado imobiliário norte-americano poder levar a uma crise económica - declarou que a recessão não vai terminar já e que se prolongará por mais seis a nove meses. Reiterando afirmações feitas na semana passada, Roubini considera que os preços do petróleo subiram demasiado depressa e que não estão em linha com os fundamentais. E falou mesmo na possibilidade de, no próximo ano, o petróleo estar de novo no nível dos 100 dólares por barril e de os défices orçamentais não estarem controlados, o que poderá levar a economia global a uma nova recaída, avança a Reuters, citando o economista numa conferência dada hoje em Paris. Na quarta-feira da semana passada, Roubini afirmou no Fórum do Panorama para o Investimento, promovido pela Reuters, que a recente escalada do petróleo, que colocou a matéria-prima em níveis de há quase oito meses, foi demasiado forte e rápida. O economista, citado pelo “Invertia.com”, advertiu para um contexto económico com riscos deflacionistas e avisou que se o crude continuar a subir até ao patamar dos 100 dólares por barril, isso poderá resultar num “choque económico” semelhante ao que se observou no ano passado. Na conferência de hoje em Paris, o “senhor desgraça” referiu também que o estoiro da bolha imobiliária em Espanha terá um impacto “severo” na economia daquele país. As afirmações feitas hoje por Roubini, em especial no que diz respeito aos mercados accionistas, de par com o anúncio de piores previsões para a economia global por parte do Banco Mundial, estão a penalizar as bolsas na Europa e nos EUA. |
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