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"Já parecem esquecidas as tentativas de intervenção do governo PSD na Lusomundo Media que levaram à minha demissão", afirma ao "i", revelando que foram pressões políticas que o afastaram da empresa. Granadeiro indigna-se ainda com a surpresa da presidente do PSD, afirmando que foi Manuela Ferreira Leite que, como ministra das Finanças, obrigou a Portugal Telecom a comprar a rede fixa (que era do Estado) para dessa forma realizar receitas extraordinárias que equilibrassem o défice orçamental. Naquela altura, a Portugal Telecom era presidida por Miguel Horta e Costa, estando Henrique Granadeiro na Lusomundo Media, dona do "Diário de Notícias", "Jornal de Notícias" e TSF, que eram controlados pela PT. Granadeiro saiu e só voltaria à PT em plena OPA da Sonae, precisamente para substituir Horta e Costa. Durante o período da OPA, foi presidente executivo (CEO) e da administração ("chairman"), o que deixou depois de acumular. Esta é a segunda vez que Granadeiro fala depois do oposição do Governo à entrada da PT no capital da TVI, o que ocorreu na sexta-feira de manhã. No fim-de-semana, num ambiente descontraído (na sua quinta no Alentejo, durante uma apresentação de vinhos), Granadeiro classificou aos jornalistas o "caso" como sendo uma "tempestade de Verão". A inexistência de acordo para a aquisição do capital da Media Capital, apesar das conversações, afiançou então Granadeiro, foi revelado "de forma taxativa" pela PT "antes desta tempestade toda que se gerou como uma tempestade de Verão, sem se saber como foi originada". "Mas, infelizmente, a PT foi envolvida nela", lamentou, convicto de que toda a polémica "vai acabar como acabam as tempestades de Verão", ou seja, "vêm depressa e abalam depressa porque não têm vento que chegue para tanta conversa". Desde que a PT negou existir algum acordo, este é um "assunto arrumado" para Henrique Granadeiro pelo que considera que "tudo o que foi dito" desde então, "quer pelo Presidente da República, quer pela presidente do PSD, quer pelo primeiro-ministro e pelo Governo, são pronunciamentos fora do contexto ou fora da realidade". Agora, Granadeiro vai mais longe e, ao "i", ataca frontalmente Manuela Ferreira Leite. |
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