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O Ministério Público diz que diversos funcionários e até administradores participaram, sem saber, na execução do plano traçado pelos cinco antigos administradores acusados de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e manipulação do mercado.
Em relação ao antigo administrador Alípio Dias, o relatório final da Polícia Judiciária, que serve de base às acusações feitas pelo Ministério Público, considera que nada prova que tenha tido participação no plano gizado entre os antigos administradores que foram acusados, de acordo com a Lusa. Dado o período inicial da execução dos factos, este administrador não deteria, pelas funções que exercia, condições objectivas de controlar o processo de execução das operações financeiras, explica à Lusa uma fonte judicial. Alípio Dias aparece, tal como outro ainda mais antigo administrador, Pedro Líbano Monteiro, entre os que assinaram créditos concedidos às sociedades "offshore" usadas para executar o plano. Segundo a acusação feita a Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, Cristopher de Beck, António Rodrigues e Castro Henriques, o plano resultou em prémios indevidos de pelo menos 24 milhões de euros para os administradores constituídos arguidos e também para outros administradores, além de perdas de cerca de 600 milhões de euros para o a instituição que geriam, o BCP. A intervenção de Alípio Dias, ao contrário dos restantes arguidos acusados, aparece em actos de renovação e nunca na aprovação inicial de créditos, o que a investigação diz que permite acreditar no seu testemunho, segundo o qual este administrador se limitava a apor a sua assinatura a pedido de outros, nomeadamente de António Rodrigues, como mero acto formal. Quanto a outros intervenientes, incluindo os directores Filipe Abecassis e Miguel Magalhães Duarte, que eram arguidos no processo mas que não foram acusados pelo Ministério Público, a explicação é que participaram na execução sem saber do plano. Embora da análise da prova resulte a intervenção de diversos funcionários, como técnicos ou directores, e administradores na execução das operações financeiras, o Ministério Público considera que, relativamente a essas pessoas, não há provas de que conhecessem as intenções dos restantes administradores. De resto, a acusação sublinha que essas provas não existiam nem no início da investigação, nem no final. Paulo Teixeira Pinto, que foi presidente da administração de Março de 2005 a Agosto de 2007, ou seja depois de Jardim Gonçalves e antes de Filipe Pinhal, foi apenas ouvido como testemunha neste processo. |
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