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Manuel Pinho apresentou hoje o pedido de demissão a José Sócrates, o que o primeiro-ministro aceitou, uma vez que o gesto do ministro da economia foi inqualificável e afecta a imagem do Governo.
“Compreendo que não é fácil aceitar as críticas injustas. Sei bem como o ministro lutou. Sei bem o quão revoltante é”, disse Sócrates, acrescendo depois que “nada justifica este gesto”. “Isto não podia ter acontecido” e tenho “consciência de quanto” vai afectar o Governo. Em declarações aos jornalistas, no final do debate do estado da Nação, Sócrates revelou que Pinho “apresentou a sua demissão, demissão essa que eu aceitei” Até ao final da legislatura Teixeira dos Santos assumirá a tutela do Ministério da Economia, revelou o primeiro-ministro, José Sócrates. “Quero agradecer-lhe o facto de ele me ter apresentado a demissão”, disse o primeiro-ministro, indiciando que a saída de Pinho era inevitável, mesmo que este não se demitisse. Sócrates considera que Manuel Pinho “deu o seu melhor ao serviço do País, e em particular às minas de Aljustrel”, adiantando que “sei o que custa ouvir criticas injustas” “Lamento que tenha tido este acto irreflectido” mas isto “não se podia ter passado”. O “respeito pelo Parlamento não permite uma atitude destas”. O gesto foi classificado de “inaceitável”, “lastimável” e “inadmissível” pelos vários intervenientes no debate hoje na Assembleia da República. O gesto de Manuel Pinho - com os dois indicadores encostados à cabeça, simulando chifres - teve lugar durante uma intervenção do líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que falava sobre os trabalhadores das minas de Aljustrel. |
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