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Em final de mandato, e num ano “negro” para o sector automóvel, o Governo reviu os incentivos ao abate de veículos em fim de vida, aumentando o valor e antecipando igualmente a idade a partir da qual os automóveis passam a ser elegíveis para estes benefícios.
Assim, e a partir de hoje, na aquisição de um veículo novo, a entrega da viatura usada proporciona-lhe um desconto de 1.250 euros, valor que compara com os anteriores 1.000 euros. Para usufruir deste benefício, basta que o carro antigo tenha mais de oito anos. Até agora, apenas a entrega de automóveis com mais de dez anos dava acesso a este incentivo. O “prémio” máximo para o abate de veículos em fim de vida também aumentou em 250 euros, passando para os 1.500 euros o desconto aplicado na aquisição de um novo automóvel, bastando para isso que a viatura entregue tenha mais de 13 anos, e que o veículo adquirido não exceda os 140 g/km de emissões de CO2. Portugal é um dos 12 países da União Europeia onde existe este programa que, segundo a ACEA (European Automobile Manufacturer´s Association), tem tido repercussões positivas na economia (dado que tende a aumentar as vendas e, consequentemente, cobrança de impostos, e manutenção do emprego nas fábricas e no comércio), no ambiente, e na segurança rodoviária. E os portugueses têm aderido. Desde 2005, altura em que o programa entrou em vigor, e segundo dados da ValorCar, sociedade gestora dos veículos em fim de vida, já foram abatidos em Portugal mais de 202 mil automóveis. Só em 2008, 16% dos automóveis novos comercializados em Portugal foram adquiridos com recurso ao benefício fiscal. |
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