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O resultado das eleições legislativas de 27 de Setembro constitui o factor de curto prazo mais importante para condicionar as acções da construtora, de acordo com o BPI, que acrescenta que dificilmente o TGV pode ser cancelado na sua totalidade.
Num “research” onde analisa os resultados de uma conferência organizada pelo banco, que juntou várias empresas e investidores, o BPI diz que “as eleições em Portugal no mês de Setembro continuam a constituir o maior ‘trigger’ de curto prazo” para as acções da empresa. Nesta reunião a Mota-Engil reconheceu que em caso de vitória do PSD nas legislativas, “algumas das auto-estradas lançadas pelo governo socialista podem ser adiadas ou canceladas”. Ainda assim, de acordo com o BPI, o projecto do TGV, que a líder do PSD já garantiu que seria para suspender, “dificilmente pode ser cancelado na totalidade, devido à importância transnacional da ligaç ão Lisboa-Madrid”. A mesma fonte recorda que a linha Lisboa-Poceirão e Poceirão-Caia já estão em fase de concurso, sendo que a Mota-Engil concorreu aos dois projectos e Portugal tem já fundos europeus aprovados para as duas ligações. Quanto ao negócio em Angola, a empresa liderada por Jorge Coelho afirmou que tenciona alienar 49% da sua unidade neste país à Sonangol, um negócio que deve ocorrer no primeiro semestre do próximo ano. O BPI acredita que este negócio tem potencial positivo para a Mota-Engil, pois poderá providenciar “uma maior capacidade financeira para concorrer a outros projectos”. As acções da Mota-Engil cedem 0,28% para 3,51 euros. |
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