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O Ministro das Finanças mantém a perspectiva de atingir um défice orçamental de 5,9% do PIB este ano. Em entrevista ao Expresso, Teixeira dos Santos rejeita qualquer correcção das contas públicas através de aumentos de impostos, mas também descarta uma descida.
Num entrevista concedida ao jornal em Istambul, na reunião do FMI, Teixeira dos Santos diz que os portugueses não têm que se preparar para um aumento de impostos no futuro. “Temos que rejeitar claramente qualquer correcção das finanças públicas através de aumentos de impostos”, disse Teixeira dos Santos. Contudo, o ministro das Finanças descarta de igual forma a possibilidade de descer impostos. “Vejo dificuldades em termos de espaço de manobra, e até alguma demagogia, nas propostas de redução de impostos de alguns partidos”, acrescentou, reforçando que “ não podemos, de forma alguma, ir pela via de agravamento de impostos”.Adianta que “é cedo demais” para consolidar as contas públicas já no próximo ano, assinalando que Portugal tem actualmente um “défice mais elevado, mas controlado”. A previsão de um défice orçamental de 5,9% do PIB para este ano mantém-se, apesar do ministro garantir que irá manter os apoios à economia”. Quanto à sua disponibilidade para continuar no Governo, assinala que “é uma questão que não devo responder”, pois “é importante que o primeiro-ministro possa usufruir de toda a liberdade e discricionariedade para construir o Governo”. |
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