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Os portugueses continuam a desinvestir nos certificados de aforro. O ritmo de fuga está mesmo a acelerar. Em Setembro, o saldo entre novas emissões e os resgates foi negativo em 51 milhões de euros. É o balanço mensal mais “negro” desde o mesmo mês do ano passado.
Segundo o Boletim Mensal do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), divulgado hoje, em Setembro, os portugueses retiraram deste produto de poupança do Estado um total de 104 milhões de euros. Ao mesmo tempo foram aplicados apenas 53 milhões, o que se traduz no “desaparecimento” de 51 milhões. Desde Setembro de 2008, mês marcado pelo colapso do Lehman Brothers, que não se assistia a um balanço tão negativo. Na altura os resgates superaram as novas subscrições em 132 milhões. Desde o início deste ano os portugueses já retiraram um total de 150 milhões de euros dos certificados de aforro. A evolução negativa das aplicações neste produto reflecte, essencialmente, a descida acentuada na remuneração, dada a queda acentuada das Euribor, que servem de indexante para a rendibilidade dos certificados de aforro. Apesar das subidas recentes, continuam a negociar próximo de mínimos históricos. Em Setembro, a taxa de juro aplicada aos novos certificados foi de 0,975%, a mais baixa de sempre, até então. Com a continuação da queda das Euribor, e embora a fórmula de cálculo tenha sido revista positivamente no final de Fevereiro, quem subscrever certificados de aforro este mês, ou tiver a revisão trimestral da taxa em Outubro, irá contar com um juro de 0,895%. |
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