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Os irmãos David e Ed Miliband, ministros britânicos dos Negócios Estrangeiros e da Energia e Alterações Climáticas, respectivamente, apresentaram ontem um mapa "online" onde pormenorizam o impacto mundial de um aumento das temperaturas globais em 4ºC face aos níveis pré-industriais.
E as conclusões são assustadoras. A visão é catastrófica, conforme salienta o site oficial da Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, que terá início em Copenhaga dentro de 45 dias. No mapa interactivo, é possível analisar, região a região, quais as consequências em termos hidrícos, agrícolas, de aumento do nível do mar e muitos outros aspectos que sofrerão um forte impacto com a subida das temperaturas. Os dois governantes britânicos não poupam pormenores ao apresentarem o mapa, que foi elaborado por cientistas do Instituto de Meteorologia do Reino Unido. A ideia é que todos estejam conscientes das reais consequências para o planeta se não houver um compromisso efectivo de redução das emissões de CO2 na cimeira de Copenhaga. O Reino Unido quer convencer o mundo da necessidade de elevar as suas ambições de forma a que se consiga um acordo climático que nos proteja de um mundo com mais quatro graus centígrados de temperatura , afirmou Ed Miliband, citado pelo site do COP15. Na página de Internet do governo britânico dedicada à cimeira de Copenhaga e intitulada Act on Copenhagen , é apresentado o mapa interactivo, onde se prevê, por exemplo, que vastas áreas da floresta da Amazónia poderão desaparecer devido ao stress sobre a vegetação ou propagação incontrolável de incêndios num cenário com mais 4ºC. O trabalho mostra também que a mortalidade relacionada com o calor e outros impactos nocivos para a saúde deverão aumentar consideravelmente, mesmo tempo em conta a climatização, a adaptação e o menor número de mortes relacionadas com o frio. Em 2003, por exemplo, a onda de calor na Europa foi responsável por cerca de 35.000 mortes adicionais, lembra esta análise interactiva. O Reino Unido comprometeu-se a cortar, até 2050, as emissões de dióxido de carbono em pelo menos 80% dos níveis de 1990. |
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