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A Galp Energia vendeu por 2,3 milhões de euros um terreno no Cais do Ginjal, em Almada. A transacção, intermediada pela consultora imobiliária CB Richard Ellis, teve como comprador o grupo madeirense Avelino Farinha e Agrela.
A venda do imóvel foi relativamente rápida, já que o início do processo de procura de interessados foi há três meses. A compra pelo grupo Avelino Faria e Agrela, ligado à construção e promoção imobiliária, foi feita através do veículo AFA Invest. Trata-se de um terreno com uma área total de 12.025 metros quadrados e várias possibilidades de utilização. Situado no Ginjal, na frente ribeirinha de Almada, trata-se de uma propriedade com um desnível em socalcos. Nos patamares inferior e superior existem vários espaços industriais, na sua maioria devolutos. As construções correspondem a uma área com aproximadamente 7.800 metros quadrados. O director do departamento de promoção da CB Richard Ellis, Francisco Sottomayor, comentou que “a rapidez com que o processo se desenrolou vem provar que, quando os produtos são interessantes, há sempre investidores disponíveis, mesmo em momentos de escassa liquidez”. Segundo o responsável da consultora imobiliária, “o Cais do Ginjal é uma zona com grande potencial de reabilitação”. No plano imobiliário, estes terrenos situam-se numa zona que conhecerá nos próximos anos um significativo desenvolvimento. Almada tem em consulta pública o plano de pormenor do Cais do Ginjal, que tem uma área total superior a 84 mil metros quadrados (equivalente a oito campos de futebol). E esta é uma área que, no âmbito do desenvolvimento do Arco Ribeirinho Sul, será alvo de grandes investimentos de recuperação. O objectivo é reconverter parte do imobiliário industrial que durante as últimas décadas foi ficando devoluto. A Avelino Farinha e Agrela terá, por isso, uma nova oportunidade para o seu negócio de promoção imobiliária. Com sede em Câmara de Lobos, na Madeira, a empresa tem-se dedicado à construção e obras públicas, nomeadamente estradas, túneis e obras hidráulicas e marítimas. O grupo madeirense, com um volume de negócios anual próximo dos 100 milhões de euros, já iniciou a internacionalização, com contratos na Mauritânia, no Senegal e em Angola. Quanto à Galp, já no primeiro semestre deste ano havia registado uma mais valia de seis milhões de euros com a venda de um terreno da ex-filial da ExxonMobil em Portugal. Nas contas relativas a 2008 a petrolífera não apresentou outras operações de venda de património imobiliário. |
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