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Publicado 02 Novembro 2009  16:53
Imobiliário
Investimento imobiliário na Europa cresceu 40% no terceiro trimestre
O investimento imobiliário institucional na Europa cresceu 40% do segundo para o terceiro trimestre deste ano, alcançando 18 mil milhões de euros no período de Julho a Setembro, de acordo com um relatório divulgado pela consultora imobiliária Jones Lang LaSalle.

Miguel  Prado
miguelprado@negocios.pt

O investimento imobiliário institucional na Europa cresceu 40% do segundo para o terceiro trimestre deste ano, alcançando 18 mil milhões de euros no período de Julho a Setembro, de acordo com um relatório divulgado pela consultora imobiliária Jones Lang LaSalle.

O relatório “Global Market Perspective” de Outubro indica que este foi o segundo trimestre consecutivo de crescimento do valor de transacções de activos imobiliários na Europa. “O momento positivo deverá continuar no quarto trimestre, que tradicionalmente tem o nível de transacção mais forte”, aponta a mesma consultora.

Segundo o relatório, o investimento além-fronteiras está a crescer a um ritmo maior do que os investimentos nacionais. Quem está a beneficiar mais desses fluxos internacionais de investimento imobiliário são o Reino Unido, Espanha e França, diz a Jones Lang LaSalle.

O crescimento das transacções na Europa foi superior ao registado, por exemplo, nos Estados Unidos da América, onde o volume de investimentos do terceiro trimestre apenas cresceu 13% face ao do segundo trimestre.

No que diz respeito à Europa, contribuíram para a animação do mercado de investimento transacções como a compra, pela Blackstone, de 50% do Broadgate Estate, em Londres, por 1,1 mil milhões de libras (1,23 mil milhões de euros), a venda, pelo BBVA, de uma carteira de imóveis por 1,2 mil milhões de euros, e a aquisição, pela AM Alpha, de dois edifícios de escritórios e um hotel em Munique que eram da Immofinanz, por 200 milhões de euros.

A conclusão da Jones Lang LaSalle é que “o pior da crise do imobiliário comercial global passou” e que agora “o cenário para uma recuperação do imobiliário comercial está a ser gradualmente reforçado pelas recentes melhorias da economia global, do sentimento dos investidores, da liquidez no mercado e dos balanços das empresas”.




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