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Cerca de 150 milhões de pessoas poderão estar desalojadas no ano 2050 em consequência das alterações climáticas, indica um relatório divulgado hoje pela organização ambientalista e de defesa dos direitos humanos britânica Fundação para a Justiça Ambiental (FJA).
A organização calcula ainda em 300 mil mortes e 125 mil milhões de dólares em prejuízos os crescentes custos humanos e económicos das alterações climáticas. Este novo estudo apela para a criação de um novo enquadramento legal a nível internacional que apoie os chamados "refugiados climáticos", uma vez que este tipo de refugiados não é reconhecido pela Convenção de Genebra sobre refugiados, de 1951. Segundo a fundação britânica, os novos refugiados serão criados por eventos climáticos extremos, como tempestades, furacões, cheias, ondas de calor e secas, eventos que terão já duplicado a sua ocorrência nos últimos 20 anos. "Apenas em 2008, mais de 20 milhões de pessoas ficaram desalojadas por desastres naturais relacionados com o clima, incluindo 800 mil pessoas desalojadas devido ao ciclone Nargis, na Ásia, e quase 80 mil por fortes cheias no Brasil", explica a organização sem fins lucrativos. Entre as preocupações da FJA estão ainda as consequências para os países em desenvolvimento, que historicamente são os que menos contribuem para a emissão de gases com efeitos de estufa. A organização estima que estes países sofram 90% dos problemas derivados das alterações climáticas em termos de mortes e prejuízos económicos. |
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