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Publicado 03 Novembro 2009  00:01
Cimeira de Copenhaga
Alterações climáticas podem provocar 150 milhões de desalojados até 2050
Cerca de 150 milhões de pessoas poderão estar desalojadas no ano 2050 em consequência das alterações climáticas, indica um relatório divulgado hoje pela organização ambientalista e de defesa dos direitos humanos britânica Fundação para a Justiça Ambiental (FJA).

Jornal de Negócios  com Lusa

Cerca de 150 milhões de pessoas poderão estar desalojadas no ano 2050 em consequência das alterações climáticas, indica um relatório divulgado hoje pela organização ambientalista e de defesa dos direitos humanos britânica Fundação para a Justiça Ambiental (FJA).

Consequências de uma tempestade
tropical nas Filipinas
No documento, intitulado "Não há lugar como a nossa casa", a FJA estima que actualmente cerca de 10% da população mundial está em "risco extremo" de sofrer as consequências dos efeitos negativos das alterações climáticas.

A organização calcula ainda em 300 mil mortes e 125 mil milhões de dólares em prejuízos os crescentes custos humanos e económicos das alterações climáticas.

Este novo estudo apela para a criação de um novo enquadramento legal a nível internacional que apoie os chamados "refugiados climáticos", uma vez que este tipo de refugiados não é reconhecido pela Convenção de Genebra sobre refugiados, de 1951.

Segundo a fundação britânica, os novos refugiados serão criados por eventos climáticos extremos, como tempestades, furacões, cheias, ondas de calor e secas, eventos que terão já duplicado a sua ocorrência nos últimos 20 anos.

"Apenas em 2008, mais de 20 milhões de pessoas ficaram desalojadas por desastres naturais relacionados com o clima, incluindo 800 mil pessoas desalojadas devido ao ciclone Nargis, na Ásia, e quase 80 mil por fortes cheias no Brasil", explica a organização sem fins lucrativos.

Entre as preocupações da FJA estão ainda as consequências para os países em desenvolvimento, que historicamente são os que menos contribuem para a emissão de gases com efeitos de estufa.

A organização estima que estes países sofram 90% dos problemas derivados das alterações climáticas em termos de mortes e prejuízos económicos.



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