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Os analistas do Nomura acreditam “que o BCP ainda necessita de reforçar os seus rácios de capital”, devido a estes serem “relativamente baixos”, bem como a “um elevado défice do fundo de pensões”. O rácio “core Tier I” de capital do BCP pode subir significativamente para 7,2% de 6,2%, de acordo com a estimativa do BCP, que assume a aprovação dos “novos modelos internos” que pressupõem algumas alterações nos pressupostos do fundo de pensões, ao abrigo do programa Basileia II. Em ambos os casos, “os rácios permanecem abaixo dos seus pares e da referência para o mercado de 8%” que o banco de investimento considera adequado para o mercado de banca comercial. Além disso, “o défice do fundo de pensões também ameaça os rácios de capital”, refere a nota de investimento do banco. Finalmente, o banco sublinha que, aquando da apresentação de resultados, agendada para hoje, o mercado se deverá “focar nos esforços do BCP para reforçar mais os níveis de capital”. A outra área a que os investidores deverão estar atentos “é a das margens, que esperamos ver ainda deprimidas” , bem como o resultado líquido das suas operações no mercado doméstico. Os analistas do banco recomendam “reduzir” a exposição às acções do maior banco comercial português, devido ao potencial de desvalorização de 38%, dado o preço-alvo de 0,59 euros atribuído pela casa de investimento aos títulos do maior banco privado português, segundo a Bloomberg, face ao seu preço actual. As acções do BCP negoceiam nos 0,95 euros, ao valorizarem 0,96% na sessão de hoje. |
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