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Portugal continuou a descer no indicador de percepção da corrupção elaborado anualmente pela Transparency International (TI): do 32º lugar registado em 2008, o País passou este ano para o 35º do índice, que mede a percepção da corrupção nos sectores públicos dos países analisados. Em 2007 o País era 28º e em 2006 26º.
A Nova Zelândia está em primeiro lugar, seguida da Dinamarca (que caiu uma posição), Singapura e Suécia, posições que “reflectem a estabilidade política e funcionamento sólido das instituições públicas”, sublinha o relatório. Os Estados Unidos estão em 19º lugar – caíram do 18º). No fim da tabela, que inclui 180 países de todo o mundo, estão o Afeganistão, a Somália, Myanmar e o Sudão, a provar que os mais corruptos são também aquele que enfrentam longos conflitos e grande instabilidade política. Espanha ficou na 32ª posição, abaixo da 28ª do ano passado. De resto, quase todos os países analisados caiu na escala. “Numa altura em que estão a ser postos em prática em todo o mundo pacotes de estímulos às economias, que envolvem fundos públicos, é essencial identificar onde é que a corrupção pode bloquear a governação, por forma a conseguir quebrar o seu ciclo corrosivo”, sublinha Huguette Labelle, presidente da TI. “Combater a corrupção exige uma grande vigilância política, um bom funcionamento dos órgãos de justiça e aplicação vigorosa da Lei, auditorias independentes e com recursos, transparência na forma como são gastos os dinheiros públicos e espaço para uma comunicação social independente”, sintetiza a responsável. |
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