Página Inicial | Actualizar |Favoritos| A sua Homepage | Enviar por mail | Imprimir | Mapa do site | Ajuda | Registo Gratuito
Terça, 09 Fevereiro 2010
Pesquisar:
Negócios Mobile|Portfolio|Cotações |Análise Fundamental|Análise Técnica|Fóruns|Alertas|Newsletters|Fundos|Ticker|Emprego
Publicado 20 Novembro 2009  11:19
Face Oculta
Ramalho Eanes
Face Oculta mostra que a "justiça não está a funcionar"
O ex-presidente da República, Ramalho Eanes, manifestou-se hoje preocupado por processos como o da Face Oculta, que considerou serem reveladores do mau funcionamento da justiça, um dos alicerces fundamentais da democracia.

Jornal de Negócios  com Lusa

O ex-presidente da República, Ramalho Eanes, manifestou-se hoje preocupado por processos como o da Face Oculta, que considerou serem reveladores do mau funcionamento da justiça, um dos alicerces fundamentais da democracia.

"Preocupa-me fundamentalmente porque revela que um dos subsistemas fundamentais que é a justiça não está a funcionar na maneira rápida, pronta, legalmente justa", disse à Lusa em Madrid.

"Há que tentar melhorar todos os subsistemas, saúde, a educação, a justiça. Mas a justiça fundamentalmente porque o primeiro fim da institucionalização da sociedade política foi garantir a paz. E é difícil encontrar uma paz justa, se não houve uma justiça pronta", sublinde San Pablo, em Madrid e onde interveio para analisar o relacionamento entre a moral e a política.

"A política não está a precisar de moral: a política é impossível sem ética", disse à Lusa. "É a ética que faz com que os políticos percebam claramente qual é a sua função, qual é o trabalho que devem prestar à comunidade, qual o serviço que devem permanente prestar a sociedade civil da qual naturalmente dependem", afirmou.

Considerando que a corrupção "sempre existiu", o ex-Chefe de Estado admite que hoje o problema tenha "mais visibilidade" e que, por isso, haja mais consciência pública sobre a sua dimensão.

"Como dizia Cícero a forma mais perversa da corrupção é a demagogia. ’ impossível corromper com dinheiro um homem honrado, mas é possível corrompê-lo com a oratória", afirmou.

"Sempre houve corrupção. Hoje o que tem é maior visibilidade, é publicitada de uma maneira mais frequente e as pessoas têm a percepção de que é maior. Não creio que seja muito maior, apesar de estar a afectar todas as sociedades modernas, todas as democracias", disse ainda.

Questionado sobre a forma como a sociedade civil vê a política e os políticos, Ramalho Eanes associa algum desencanto a problemas como a crise económica.

"Na democracia, a unidade é conseguida pela esperança comum de que vivendo juntos vão ter um futuro melhor. Quando a situação é de crise e o futuro comum não parece vir a ser melhor, as pessoas frustram-se e têm algumas reticências em relação ao poder que acusam de não responder cabalmente a essas expectativas", disse.

Apesar disso, considerou, é "indispensável" que "toda a sociedade civil e todos os cidadãos participem na actividade política".

"A actividade política não é exclusiva dos líderes políticos, mas deve ser exercida por todos os cidadãos. É com a política e através da política que se escreve ou não se escreve um futuro justo", disse ainda.



Para comentar esta noticia deverá ser membro registado no Jornal de Negócios.

Se está registado no Jornal de Negócios faça login.
Caso contrário poderá registar-se gratuitamente.
Comentários
  • O primado da política
  • Desculpe mas funciona pois ainda há tempos
  • Ramalho Eanes chegou a pagar jantares em Belém do seu próprio bolso, tem razão...
  • Total de comentários: 21
    Ver mais

    A edição do Negócios em formato digital 

    Subscreva aqui:

     

     

                 

                     

     

     As acções mais recomendadas

    Veja aqui quais:

     

    © MediaFin SA 2003

    © 2001-2008 - Bolsamania Tech Solutions

    Divisão de Web Financial Group, S.A.

    Todos os direitos reservados.