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A defesa de Paulo Penedos defendeu que o filho do presidente da REN poderia ser indiciado por apenas um crime de tráfico de influências e não dois, o que foi aceite pelo Tribunal, disse o advogado Ricardo Sá Fernandes, enfatizando que o seu cliente pode viajar para o estrangeiro e seria “absurdo” ficar proibido de falar com o pai.À saída do tribunal, onde ficou Paulo Penedos ficou a saber quais as medidas de coacção que lhe foram impostas por ser arguido no processo “Face Oculta”, o advogado Ricardo Sá Fernandes afirmou que o crime por que é indiciado diz respeito à relação do empresário com a REN. “Aceitamos que pode haver indícios relativamente a um crime e não a dois. O tribunal aceitou e entendeu que só havia indícios relativamente a um crime”, disse Sá Fernandes. Na terça-feira, dia em que terminou de ser interrogado, Sá Fernandes afirmou que o Ministério Público imputada dois crimes de tráfico de influências a Paulo Penedos. O juiz determinou quatro medidas de coação para Paulo Penedos, que não pode “contactar directa ou indirectamente por si ou por interposta pessoa com os restantes arguidos”, bem como com funcionários da REN. Está ainda proibido de entrar nas instalações da REN e foi obrigado ao pagamento de uma caução de 25 mil euros, no prazo de 10 dias. Apesar de José Penedos ser também arguido, Paulo Penedos pode continuar a falar com o seu pai. “Seria completamente absurdo que um filho fosse proibido de contactar com o pai. Aliás, era também a posição do Ministério Público”, disse Sá Fernandes. O advogado enfatizou ainda o facto de o juiz não ter impedido Paulo Penedos para o estrangeiro, uma medida de coação que foi aplicada à grande parte dos restantes arguidos do processo. “Enfatizo que [Paulo Penedos] não ficou proibido de sair para os estrangeiro. É também um elemento positivo, uma vez que o Dr. Paulo Penedos tem 40 anos, tem família, tem filhos e por isso tem que continuar a ganhar a vida”, disse Sá Fernandes, acrescentando que “seria desproporcionado proibir a saída para o estrangeiro, tendo em conta a profissão que exerce” “Os arguidos continuam a ser pessoas e a ter a sua vida”, concluiu Depois de ter conhecido as medidas de coação, Paulo Penedos e o seu advogado já abandonaram as instalações do DIAP de Aveiro. |
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