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![]() Armando Vara terá que regressar a Aveiro na próxima semana para conhecer as medidas de coacção de que será alvo no âmbito do processo Face Oculta. O vice-presidente do BCP, que suspendeu funções, diz que "há qualquer coisa de inventada" no texto da acusação e avança que só recebeu uma caixa de robalos de Manuel Godinho. “Eu nunca tive nenhum tipo de atitude que favorecesse as empresas de Manuel Godinho. Ele era cliente do banco onde eu trabalhava. Eu tinha uma relação profissional com ele e mais nada”, disse Armando Vara esta sexta-feira, à saída do Juízo de Instrução Criminal de Aveiro. “Nunca recebi presentes do senhor Manuel Godinho, a não ser uma caixa de robalos. Imagine a quantidade de sorrisos que isso vai gerar no País inteiro”, acrescentou, admitindo ainda ter recebido um equipamento desportivo para o filho. O interrogatório a Armando Vara terminou esta sexta-feira. Na próxima semana, muito provavelmente quarta-feira, irá saber as medidas de coação de que será alvo. O vice-presidente do BCP voltou a clamar inocência e fala de “qualquer coisa inventada” no texto de acusação. “Na primeira vez que cá vim, fui claro em dizer que queria perguntas concretas, porque o texto [de acusação] que tinha na mão era um texto genérico. Era um conjunto de construções que não correspondia à realidade”, referiu. “Por isso, sinto que há qualquer coisa de inventada ali, porque estou a ser acusado de actos que não cometi”, completou Armando Vara. Sobre a eventualidade de ter servido como intermediário entre Paiva Nunes, vogal do conselho de administração da EDP Imobiliária e um dos arguidos do processo, e Manuel Godinho, Armando Vara sustentou que faz centenas de almoços e jantares por ano e com diversas pessoas. “Faz parte da minha actividade colocar pessoas a falar umas com as outras, como fiz com o engenheiro Paiva Nunes, quando lhe pedi para ver se estava alguma coisa a correr mal em relação a determinada situação”, disse Armando Vara, sem avançar mais detalhes, devido ao segredo de justiça. Comentando a eventual possibilidade de o Procurador Geral da República divulgar o conteúdo das escutas com o primeiro-ministro, Vara afirmou que pretende que estas continuem privadas. |
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