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Publicado 20
Novembro
2009 11:53 Opinião |
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Quando António Mexia, CEO da EDP, inaugurou esta semana o parque eólico de Meadow Lake, no Estado de Indiana (EUA), lembrou um pormenor curioso: entre a apresentação do projecto às autoridades...
Quando António Mexia, CEO da EDP, inaugurou esta semana o parque eólico de Meadow Lake, no Estado de Indiana (EUA), lembrou um pormenor curioso: entre a apresentação do projecto às autoridades, a sua aprovação e a atribuição do "cash grant" (incentivo fiscal criado pela administração Obama, que devolve 30% do montante investido) demoraram... quatro semanas.
Leu bem, caro leitor: quatro semanas. Não foram quatro anos, nem sequer quatro meses. "Four fucking weeks!" Este "pormaior" realça bem a diferença na postura do Estado para com as empresas, de um e do outro lado do Atlântico. Podíamos pegar neste "case-study" e implementá-lo em Portugal, um país onde o Estado tem um relacionamento difícil com as empresas (recorde-se o tempo que demora a pagar aos fornecedores). É verdade que nos últimos cinco anos muito se fez em matéria de simplificação administrativa, nomeadamente pela mão da Secretária de Estado Maria Manuel Leitão Marques. Só que não chega. O Estado português tem de entender que as empresas, para prosperarem (criando riqueza e empregos), só precisam de um quadro normativo simples e procedimentos expeditos que lhes facilitem a vida. No fundo, só necessitam de uma atmosfera "business friendly". Se, em vez disso, encontram obstáculos em cada esquina, e, em alguns casos, até são pontapeadas, não investem. Ou investem menos. A propósito, alguém percebe a oportunidade do novo código contributivo numa conjuntura como a actual? De facto, cada um tem o Estado que merece! camilolourenco@gmail.com |
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