Calculadora Online Calculadora: Quanto rendem os Certificados do Tesouro após o corte das taxas

Calculadora: Quanto rendem os Certificados do Tesouro após o corte das taxas

Os Certificados do Tesouro Poupança Mais geram um retorno de 1,62% ao fim de cinco anos de investimento. Veja na calculadora do Negócios quanto pode ganhar com este produto do Estado, depois do Governo ter cortado as taxas.

Paulo Moutinho Rui Santos - infografia 02 de fevereiro de 2015 às 16:33

As novas taxas dos produtos de poupança do Estado vão cortar de forma substancial as remunerações dos Certificados de Aforro e dos Certificados do Tesouro Poupança Mais nas aplicações efectuadas a partir deste mês de Fevereiro.

 

No caso dos CTPM, a taxa líquida de retorno baixa de 3,06% em média ao ano durante o prazo de investimento de cinco anos, para 1,62%. Veja na calculadora do Negócios (em cima) quais os montantes que receberá em cada ano consoante o montante que aplicar nestes produtos. Nesta calculadora poderá ver a rendibilidade dos CTPM que foram subscritos até ao final do mês passado. 

 

Nos certificados de Aforro as taxas também foram reduzidas de forma substancial. Nesta calculadora (ficheiro em excel) poderá simular o investimento e os retornos gerados ao longo dos anos. 

 
5 respostas sobre os certificados

Ainda vou a tempo de apanhar as taxas altas? 

Não. As taxas de 4,25%, em média, nos CTPM, e de 3,069%, nos certificados de aforro estiveram disponíveis apenas para as subscrições realizadas durante o dia 30 de Janeiro aos balcões dos CTT, podendo ser obtidas através do "Aforro.net" até às 19h00 desse mesmo dia, hora até à qual a subscrição tem como data-valor o último dia de Janeiro. Qualquer subscrição feita "online" após essa hora já terá as novas taxas de 2,25%, em média, nos CTPM, e 1,058% nos certificados de aforro.

 

Porquê que o Estado cortou as taxas dos certificados? 

O Governo justifica a decisão de rever em baixa as taxas dos certificados com "a evolução dos mercados financeiros, a queda acentuada das taxas de juro quer da Euribor quer dos restantes instrumentos de dívida". Ou seja, com estas taxas em mínimos, o Estado estava a gastar demasiado com o financiamento através de pequenos investidores por comparação com o crédito que consegue obter junto de institucionais que podem assegurar grande parte da dívida do país com juros reduzidos.

 

Este corte vai afectar os certificados que já tinha? 

Não. Desde o momento em que afirmou que ia baixar as taxas, o Governo fez questão de garantir que a remuneração mais baixa só se iria aplicar às novas subscrições. No caso dos CTPM isso é assegurado pelo facto de as taxas serem fixadas logo no momento da aplicação, já nos certificados de aforro, cuja remuneração é revista trimestralmente, o Estado criou uma nova "Série", a "D", para diferenciar os diferentes títulos. Quem tem certificados da "Série C" vai manter o prémio extraordinário de 275 pontos-base até ao final de 2016.

 

Qual a diferença entre os dois produtos? Qual dá mais? 

Os certificados de aforro são títulos de dívida de curto prazo (vencem trimestralmente) que podem ser mantidos durante 10 anos. Já os CTPM são de médio prazo, com uma maturidade a cinco anos. Para subscrever os primeiros bastam 100 euros, já os segundos exigem 1.000 euros. E enquanto os de aforro dão uma taxa de 1,058% (Euribor a três meses mais 1%), beneficiando de um prémio de permanência de 0,5% a partir do segundo e até ao quinto ano, e 1% do sexto ao décimo ano, os CTPM apresentam taxas crescentes anualmente (1,25%, 1,75%, 2,25%, 2,75% até 3,25%), sendo a média de 2,25%, mas pode ser superior em função do PIB.

 

Ainda vale a pena investir nestes títulos? 

O corte nas taxas foi bastante expressivo. Surpreendeu os economistas consultados pelo Negócios ao atirar os juros de ambos os produtos, os de aforro e os CTPM, para pouco mais de 1% e de 2%, respectivamente. "Os novos certificados de aforro vão render 0,8% (líquidos), enquanto a média dos depósitos mais elementares a um ano rendem 0,7% e muitos bancos têm taxas superiores. Nos CTPM, o corte é ainda mais grave, porque são produtos de mais longo prazo para aforradores mais conservadores que vão render 1,6% (líquidos)", diz António Ribeiro, economista da Deco. Ou seja, passaram a ser muito pouco atractivos perante, por exemplo, os depósitos a prazo. Há bancos que oferecem ainda juros mais elevados.




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