Análise Técnica IMF – Eur/Chf negoceia próximo de máximos de 2015

IMF – Eur/Chf negoceia próximo de máximos de 2015

Franco Suíço poderá dar continuidade à valorização ligeira recente; Eur/Usd renova mínimos do ano próximo dos $1.19; Crude mantém consolidação com o fortalecimento do dólar; Cotação do ouro recuou para mínimos de dezembro nos $1301.
IMF – Eur/Chf negoceia próximo de máximos de 2015
Franco Suíço poderá dar continuidade à valorização ligeira recente.

O franco suíço renovou mínimos de janeiro de 2015 face ao euro nos 1.2005 francos em meados de abril, negociando neste momento em valores muito próximos dos referidos mínimos. Recorde-se que quando o franco suíço tinha paridade fixa com o euro a referida taxa de câmbio fixava-se igualmente nos 1.2005 francos. A queda da divisa helvética deveu-se principalmente à reduzida esperança do mercado de que o banco central do país, o SNB, faça uso de uma política monetária restritiva, algo a que outros países europeus estão a recorrer neste momento. O apetite do mercado pelo risco continua forte o que também ajudou à queda do franco suíço.

Tecnicamente, o Eur/Chf embateu na resistência dos 1.2000 francos suíços, sendo provável que venha a recuar em breve do referido valor. Tendo em conta o gráfico diário, quer o MACD, quer o Estocástico dão um sinal claro de venda, juntamente com o RSI de 14 períodos que apresentou níveis overbought por um período ainda alargado. Caso uma queda acentuada se venha a verificar, o par de verá encontrar algum suporte na barreira dos 1.16 francos.

Eur/Usd renova mínimos do ano próximo dos $1.19.

A economia norte-americana abrandou, com o PIB no primeiro trimestre a crescer a 2.3%. Os Nonfarm Payrolls subiram menos que o esperado (164 mil vs 192 mil), mas a taxa de desemprego desceu de 4.1% em março para 3.9% em abril, 0.1% abaixo do previsto. Na Zona Euro o crescimento abrandou, após 20 semestres consecutivos a expandir e a inflação saiu abaixo do esperado (1.2% vs 1.3% abril).

Numa perspetiva técnica, o Eur/Usd, após ter quebrado a linha inferior do canal ascendente, acabou por demonstrar alguma robustez no tom bearish, tendo descido a valores abaixo da média móvel de 200 dias. O par negoceia agora em oversold e acabou por ressaltar na zona dos $1.1910-35 (61.8% de correção). Apesar de se manter a perspetiva de queda é necessário o rompimento em baixa dos $1.1910-35 para o par ganhar o impulso para testar níveis em torno dos $1.1700 e $1.1850.

Crude mantém consolidação com o fortalecimento do dólar.

O petróleo segue cada vez mais pressionado pela valorização do dólar, mas tem vindo a encontrar suporte na expectativa de que os EUA irão avançar com sanções ao Irão, que terão impacto nas exportações de petróleo deste país. Adicionalmente, os stocks nos EUA registaram a primeira subida deste ano, estando os mesmos 29% abaixo da média, mesmo com a produção em níveis recorde.

No gráfico diário, o petróleo aparenta estar a perder a perspetiva bullish, apesar de estar a negociar acima da média móvel 21 e da linha ascendente. O par aparenta alguma dificuldade em quebrar os $69.50, estando a consolidar desde a primeira vez que testou esse nível. O MACD aparenta ter atingido um ponto máximo estando as suas médias móveis a convergir, neutralizando o tom de compra até agora presente. Zona de suporte fixa-se entre os $66.5 e os $64.

Cotação do ouro recuou para mínimos de dezembro nos $1301

A cotação do ouro atingiu mínimos de finais de dezembro nos $1301, tendo recuperado ligeiramente desde então para valores próximos dos $1310. O metal precioso segue em lateralização desde o início do primeiro trimestre desde ano entre os $1301 - $1366. O dólar fortaleceu-se, apesar de os dados do emprego nos EUA terem saído abaixo do esperado, devido ao facto de o mercado ver os referidos números como consistentes o suficiente para justificarem novas subidas nas taxas de juro. Deste modo, tendo este facto em conta, fica em parte explicado o retrocesso na cotação do metal precioso.

A nível técnico, após ter quebrado em baixa a zona de retração fibonacci dos 38.2%, próximo dos $1316, a cotação do metal precioso acabou por recuar até ao nível de retração fibonacci dos 50%, perto dos $1301e quebrou a barreira suporte dos $1307, tendo ressaltado posteriormente em alta. No gráfico diário, o MACD continua a dar indicação de uma possível descida da cotação do ouro, pelo que esta poderá vir a testar novamente o nível de retração fibonacci dos 50%.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.