Análise Técnica IMF – EurCny negoceia em overbought há mais de três semanas

IMF – EurCny negoceia em overbought há mais de três semanas

Desvalorização do yuan poderá consolidar; Eur/Usd volta a definir máximo relativo menor; Crude recua e sai da zona overbought; Ouro testa novamente zona dos $1240.
IMF – EurCny negoceia em overbought há mais de três semanas
Yuan tem vindo a ser pressionado pelos aumentos dos conflitos comerciais

Xu Zhong afirmou que a política fiscal da China tem "amplo espaço" para sustentar a economia. O objetivo do déficit orçamentário da China de 2,6% (2018) indica uma política fiscal contracionista e o déficit real deverá ser maior do que os 3% do ano passado de acordo com People’s Bank of China. O excedente comercial da China em relação aos Estados Unidos aumentou e atingiu máximos, em junho, com as exportações a crescer a um ritmo sólido, algo que poderá despoletar uma disputa comercial ainda maior com Washington. Os analistas preveem uma balança comercial desfavorável para a China, nos próximos meses, à medida que as tarifas começam a influenciar os produtos exportados.

Numa perspetiva técnica, em meados de junho de 2016, o Eur/Cny deu sinais de possibilidade de um duplo fundo, o qual acabou por se comprovar e elevar o par a níveis próximos dos 7.85 yuans. O MACD permanece com sinal de compra, mas poderá estar prestes a ver as suas médias móveis a convergir, à medida que o par negoceia em overbought e próximo de níveis de resistência de grande relevância. Apesar de a tendência no curto-prazo permanecer ascendente, a possibilidade de uma correção em baixa é cada vez maior.

Eur/Usd volta a definir máximo relativo menor

O governador do BCE, Draghi, reforçou na última semana que as barreiras comerciais permanecem como o principal risco para economia europeia e que cabe à UE "liderar e dar o exemplo", apoiando a abertura da economia. A Comissão Europeia cortou a previsão de crescimento na Zona Euro de 2.3% para 2.1%, culpabilizando os crescentes conflitos comerciais. Nos Estados Unidos, Donald Trump ameaçou impor novas tarifas a importações chinesas, em setembro, no valor de 200 mil milhões de dólares.

Tecnicamente, o Eur/Usd chegou a negociar acima do limite superior do triângulo descendente – formação que indica continuidade da tendência –, mas acabou por recuar novamente, comprovando a recente fragilidade em níveis acima dos $1.1700. O par tem vindo a registar máximos relativos cada vez menores, demonstrando uma compressão do preço, indicando que a tendência poderá se definir melhor brevemente.

Crude recua e sai da zona overbought

Os preços do crude continuam pressionados pela guerra comercial, tendo desvalorizado em torno de 5% na última semana. Há rumores de que possa haver novas sanções, por parte do Donald Trump sobre o Irão, sendo que o mesmo voltou a reiterar a intenção de cortar para zero as exportações de petróleo do Irão, o que por consequência obrigará países como a Arábia Saudita a aumentar a produção. A China também pressionou a matéria em baixa, tendo as suas importações de petróleo recuado em junho, sendo este o segundo recuo consecutivo.

Tecnicamente, o MACD, após a queda registada na quarta-feira reverteu o sinal, tendo as suas médias móveis convergido e iniciado um sinal de venda. Já era expectável uma correção em baixa do crude, tendo em conta que ele negociava em overbought desde finais de junho. O suporte fixa-se na zona dos $69 e na linha de tendência ascendente.

Ouro testa novamente zona dos $1240

O preço do ouro tem vindo a cair testando os $1240, pressionado pelos ganhos do dólar face ao iene, devido à nova escalada da guerra comercial. O metal precioso continua a não ser visto pelos investidores como um ativo seguro, nos recentes momentos mais conturbados, sendo que os investidores olham para as obrigações do tesouro dos EUA como opção.

Numa perspetiva técnica, a commodity permanece em queda, negociando abaixo da média móvel de 20 dias e mantendo-se no canal ascendente iniciado em meados de abril. O MACD mantém uma ligeira perspetiva de venda, a qual tem vindo a desvanecer. A matéria deverá permanecer em queda, mas é necessário cautela como irá reagir à zona dos $1240 (retração 100% de fibonacci).

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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