Análise Técnica IMF – Libra em mínimos de três semanas face ao euro

IMF – Libra em mínimos de três semanas face ao euro

Comentário de Mark Carney pressiona libra em baixa; Eur/Usd permanece em consolidação; Crude inicia a semana em alta, mas acaba a corrigir; Ouro recua com expectativa de aumento das taxas de juros nos EUA
IMF – Libra em mínimos de três semanas face ao euro
Comentário de Mark Carney pressiona libra em baixa

Após Mark Carney, governador do Bank of England, ter anunciado que a subida das taxas de juro por parte da instituição em maio, apesar de provável, não era uma certeza, as suas declarações causaram uma desvalorização acentuada na libra face à divisa europeia. A libra registou uma queda de cerca de 0.80% em apenas 30 minutos, tendo atingido mínimos nos £0.8790. Entretanto, a divisa britânica conseguiu recuperar algum terreno para valores próximos do suporte dos 0.8750. Para além disso, com os dados dos salários a serem revistos em baixa face ao esperado no Reino Unido e, consequentemente, a pressionar menos a inflação em alta, a esperança de que as taxas de juros aumentem dissipou-se um pouco, algo que se confirmou com a queda da inflação de 2.7% verificados em fevereiro para 2.5% em março.

Tecnicamente, o câmbio testou novamente o limite inferior do canal descendente de médio prazo, perto dos £0.8620, tendo ressaltado em alta. No gráfico diário, quer o Estocástico, quer o MACD, através do cruzamento das suas médias móveis, apontam para uma desvalorização da libra face ao euro. Caso a tendência de alta do par se mantenha, poderemos vir a observar um teste ao limite superior do canal e, caso essa barreira seja ultrapassada, à resistência dos £0.9000.

Eur/Usd permanece em consolidação, mas testa linha de tendência ascendente

Robert Kaplan da Reserva Federal de Dallas e membro da FOMC, prevê um aumento dos salários, uma queda do desemprego e um crescimento sólido para economia norte-americana. Paralelamente, Williams presidente da FED de São Francisco prevê que a inflação nos EUA suba para 2% até ao final do ano. Na última quinta-feira, o diferencial entre os rendimentos das obrigações EUA/Alemanha a 2 anos atingiu o valor mais elevado desde 1989. O spread é explicado pela divergência entre as perspetivas das políticas monetárias entre a FED e o BCE.

Numa perspetiva técnica, após o ressalto na linha de tendência ascendente veio a testar novamente a linha superior do triângulo descendente, tendo perdido o momentum em torno dos $1.2400. Como é possível verificar no gráfico diário, o par apresenta máximos relativos cada vez menores e mínimos relativos cada vez mais superiores, indicando que a tendência lateral poderá estar prestes a finalizar, devendo o par, posteriormente, começar um novo viés.

Crude inicia a semana em alta, mas acaba a corrigir

Os preços iniciaram a última semana a subir, tendo os analistas justificado como sendo devido aos possíveis problemas com os fornecimentos de petróleo para o Ocidente caso uma guerra na Síria deflagre. No entanto, no final da semana o petróleo acabou por desvalorizar após os comentários de Donald Trump criticando a OPEP, afirmando que os preços estavam artificialmente altos. Segundo a EIA, os inventários de crude caíram 1.1 milhões de barris, mas a produção voltou a subir, tendo atingido os 10.54 milhões bpd.

O petróleo segue em alta, tendo renovado máximos de três anos e meio, na última semana, não tendo resistências relevantes próximas. O MACD mantém o sinal de compra, assim como o RSI de 14 períodos. Contudo, o par deverá estar próximo de corrigir da pressão bullish, devendo ser possível com a entrada do par em overbought as médias móveis exponenciais do MACD convergirem, indicando assim uma continuação da correção desta matéria-prima.

Ouro recua com expectativa de aumento das taxas de juros nos EUA

A cotação do ouro seguiu em baixa registando a primeira queda semanal tendo em conta as últimas três semanas, à medida que aumentam as expectativas de que os Estados Unidos aumentem as suas taxas de juro. Para além disso, o aliviar das tensões políticas na península da Coreia e na Síria teve influência na redução da procura pelo metal. O mercado também mostrou algum alívio pelo facto de os EUA não terem imposto novas exigências ao Japão, após a reunião entre Donald Trump e o primeiro-ministro nipónico Shinzo Abe.

A nível técnico, o metal precioso voltou a testar a zona de resistência dos $1344 - $1355, tendo falhado o referido teste. A cotação da commodity revelou uma tendência de baixa, verificada nos últimos dias, podendo isso traduzir-se num teste à linha de tendência ascendente de curto prazo. Caso a referida linha seja quebrada em baixa, o ouro poderá encontrar algum suporte no nível de retração fibonacci dos 38.2%, próximo dos $1316.


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