Análise Técnica IMF – Millennium BCP pode formar “duplo-fundo” de longo prazo

IMF – Millennium BCP pode formar “duplo-fundo” de longo prazo

Quebra dos €0.0400/15 é o primeiro obstáculo antes de arrancar para €0.0475. Eur/Usd falha nova incursão à zona de resistência. Crude avança para máximos desde novembro, enquanto o ouro lateraliza.
IMF – Millennium BCP pode formar “duplo-fundo” de longo prazo
O Millennium BCP efetuou, nas últimas semanas, uma subida de mais de 30% desde a zona de €0.031. Conforme aconteceu já em ocasiões anteriores, esta valorização permite que seja mais uma vez colocada a hipótese de as ações encetarem para uma recuperação mais expressiva, que coloque em causa a tendência principal no longo prazo, que ainda é de baixa.

Uma indicação relevante nesse sentido seria dada com uma eventual quebra da zona que engloba os €0.0475, bem como uma trendline descendente de curto prazo. Estaríamos perante uma figura de "duplo-fundo" a €0.031, cuja confirmação seria muito positiva para a cotação. Para que este cenário seja possível, terá de confirmar desde já a quebra da região em torno dos €0.0400 (barreira técnica e "psicológica"), juntamente com a média móvel de 100 dias (nesta altura em torno dos €0.0415). Não o conseguindo, o BCP voltaria a dar um sinal de fraqueza e poderá nesse caso apontar novamente aos mínimos em torno dos €0.0310.

Neste sentido, as ações do Millennium BCP estão num momento técnico importante.




• Euro/Dólar – Zona de resistência volta a prevalecer

O Eur/Usd recuou ligeiramente nos últimos dias, num movimento que para além de técnico, poderá estar relacionado com a diminuição do spread dos rendimentos a dois anos entre as obrigações norte-americanas e alemãs (tem uma correlação significativa com o câmbio).

Em termos técnicos, o Eur/Usd falhou nova incursão até próximo de $1.1400. O par tem feito várias tentativas de quebrar em alta o intervalo $1.05 a $1.15, que vigora desde o início de 2015, até agora sem sucesso. Deste modo, há condições para nova correção em baixa, sendo que caso confirme a quebra do suporte dos $1.1240, o cenário de fragilidade no curto prazo acentua-se, com espaço para que as perdas se estendam até $1.1140.



• CRUDE – Subida até máximos desde novembro

Apesar da ausência de um acordo de produtores no encontro de Doha, o crude avançou pela terceira semana consecutiva. Começa a surgir no mercado a perspetiva de que o processo de equilíbrio entre a procura e a oferta estará já a decorrer.
No cenário técnico de curto prazo registou-se um forte sinal de alta, com a quebra da zona de resistência entre $41.90 e $43.20 (agora suportes). A tendência ascendente sai assim reforçada, estando nesta altura devidamente sustentada em máximos e mínimos relativos cada vez mais altos. Do lado superior, o primeiro objetivo situa-se agora nos $48.30, antes dos $50.00. Em termos de médio prazo, o regresso ao intervalo entre $43.20 e $50.00 confere também ao crude uma toada de maior neutralidade.



• OURO – Movimento de lateralização continua

O ouro avançou pela terceira semana nas últimas quatro, apesar de os ganhos terem sido limitados pela valorização do dólar. Os fundos de investimento continuam apostados numa subida dos preços, tendo a sua posição compradora em ouro atingido máximos desde outubro de 2012.

No cenário técnico nada de significativo se alterou, com o movimento de lateralização entre $1210 e $1280 a ter continuidade. Apenas a quebra desta banda definirá se este é um período de consolidação da tendência ascendente (quebra em alta), ou de reversão à mesma (quebra em baixa). Os limites técnicos seguintes surgem nos $1190 e $1300 (suporte e resistência, respetivamente).



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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