Bolsa Acções da Ryanair aplaudem acordo com pilotos com maior subida em quase um ano

Acções da Ryanair aplaudem acordo com pilotos com maior subida em quase um ano

Os títulos da companhia aérea low-cost estão a disparar mais de 6%, depois do acordo alcançado com o sindicato dos pilotos irlandeses.
Acções da Ryanair aplaudem acordo com pilotos com maior subida em quase um ano
Bloomberg
Rita Faria 23 de agosto de 2018 às 10:39

As acções da Ryanair estão a registar uma forte subida na bolsa de Dublin esta quinta-feira, 23 de Agosto, depois de a empresa e os pilotos irlandeses terem chegado a um acordo que deverá pôr fim à longa disputa que tem provocado disrupções no funcionamento da companhia aérea.

Os títulos disparam 6,35% para 13,985 euros, tendo chegado a valorizar um máximo de 6,46% para 14,00 euros durante a manhã, a maior subida intradiária desde 31 de Outubro de 2017, quando as acções chegaram a ganhar 7,94%. Actual cotação é a mais alta desde o início do mês.

O acordo, que foi anunciado esta manhã após uma maratona negocial de 22 horas, será submetido à votação dos pilotos, com o grupo sindical Forsa, que liderou as negociações, a recomendar que este seja aceite.

Um acordo na Irlanda é visto como fundamental para resolver uma disputa mais ampla na Ryanair, já que foi o pessoal do país de origem da empresa que iniciou um esforço de quase um ano para melhorar as condições de trabalho.

A última paralisação dos pilotos irlandeses, que se estendeu às bases da Holanda, Alemanha, Suécia e Bélgica, ocorreu no passado dia 10 de agosto, durante 24 horas, e provocou perturbações e mais de 400 voos.

O entendimento alcançado entre os pilotos e a empresa marca o primeiro acordo colectivo de trabalho na companhia aérea low-cost desde que concordou em aceitar a sindicalização no final do ano passado. Como tal, representa um passo "positivo notável" para a empresa, escreveu Mark Simpson, analista da Goodbody, numa nota de análise citada pela Bloomberg.

Segundo a agência noticiosa, as negociações entre a companhia e os pilotos irlandeses concentraram-se nas promoções, férias anuais e nos salários. A empresa revelou, através do Twitter, que levará as propostas ao conselho para aprovação assim que os pilotos votarem.

Entre Abril e Junho, os lucros da companhia irlandesa caíram 20% para 319 milhões de euros, ainda que as receitas tenham subido 9% para 2,08 mil milhões de euros. 

A penalizar as contas da companhia aérea esteve o aumento dos preços dos combustíveis e a subida dos custos com pessoal. Além disso, como referiu a empresa em comunicado, os números foram prejudicados pelo facto de parte das férias da Páscoa terem "ficado fora do primeiro trimestre" e pelas greves dos controladores aéreos e a falta de pessoal em vários países europeus que provocaram o cancelamento de 2.500 voos entre os meses de Abril e Junho.




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