Crise entre Ucrânia e Rússia pressiona bolsas europeias
07 Março 2014, 18:16 por David Santiago | dsantiago@negocios.pt
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A tensão em torno do controlo da região da Crimeia empurra os principais títulos europeus para a primeira semana com saldo negativo desde Janeiro.

O Stoxx 600, principal índice europeu, onde são negociados os títulos das 600 maiores cotadas europeias, fechou a sessão desta sexta-feira a perder 1,25% para 333,06 pontos. Depois da queda acentuada desta segunda-feira, com perdas de 2,3%, o último dia da semana voltou a contribuir para um desempenho negativo das principais praças europeias.

 

O medo provocado pela crise da Ucrânia, que voltou a aumentar depois da Gazprom ter admitido cortar o fornecimento de gás a Kiev, levou os investidores a uma postura mais receosa. Este facto acabou por se sobrepor ao relatório que indica que a economia norte-americana conseguiu criar um número de empregos, em Fevereiro, acima daquilo que as previsões apontavam.

 

Numa sessão marcada pela descida generalizada, que ajudou a fazer desta semana a primeira com saldo negativo desde Janeiro, foi o índice alemão a registar a pior performance.

 

O DAX terminou o dia a cair 2,01% para 9.350,75, seguido pelo espanhol IBEX que fechou a perder 1,36% para 10.164,20 pontos.

 

O parisiense CAC 40 ajudou à tendência negativa, fechando a deslizar 1,15% para 4.366,42, enquanto o britânico Footsie encerrou a última sessão da semana a cair 1,12% para 6.712,67 pontos.

 

De acordo com a agência Bloomberg, Moscovo disse que a Ucrânia teria de proceder ao pagamento de aproximadamente 2 mil milhões de dólares em dívida devido ao fornecimento de gás natural russo. Caso esta dívida não seja liquidada a Rússia ameaça cortar o fornecimento de gás natural à Ucrânia. No início da semana a empresa pública Gazprom já anunciara que iria cancelar os descontos no preço final do gás natural enviado para Kiev.

 

Num dia marcado pela desvalorização generalizada, destaque para a sueca Getinge AB que terminou a semana a perder 21,44% para 182,80 coroas suecas, depois de ter revelado que os seus lucros vão cair no primeiro trimestre do ano, devido ao aumento de custos associado à melhoria da qualidade, depois de no ano passado ter tido inspecções do regulador. A Getinge AB fabrica equipamentos hospitalares. Esta foi a maior queda da cotada desde que as acções começaram a negociar em bolsa, em 1993.

 

Duas das principais aéreas registaram comportamentos opostos esta sexta-feira. A Airbus caiu 3,12% para 51,31 euros enquanto a Air France-KLM valorizou 4,44% para 10,40 euros. 

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