Bolsa CTT ganham 19,5 milhões de euros ao fim de duas semanas em bolsa

CTT ganham 19,5 milhões de euros ao fim de duas semanas em bolsa

Acções dos CTT valorizam 2,36% desde a entrada em bolsa, o que supera a variação positiva de 0,44% do PSI-20 nas duas últimas semanas. Contudo, as últimas cinco sessões foram negativas para os CTT.
CTT ganham 19,5 milhões de euros ao fim de duas semanas em bolsa
D.R.
Diogo Cavaleiro 19 de dezembro de 2013 às 17:15

Apesar de uma segunda semana negativa, os Correios de Portugal acumulam um ganho de valor desde que estão cotados em bolsa, há exactamente duas semanas.

 

Os CTT estão avaliados em 847,5 milhões de euros, o que reflecte um ganho de 19,5 milhões em relação aos 828 milhões de euros de capitalização bolsista resultante da oferta pública de venda, a operação que levou a empresa para o mercado regulamentado.

 

O preço de cada acção da empresa encerrou, ao fim de duas semanas negociadas em bolsa, nos 5,65 euros, 2,36% acima dos 5,52 euros a que foram vendidas pelo Estado no processo de privatização.

 

O comportamento da empresa liderada por Francisco Lacerda, de um ganho de 2,36%, superou a valorização de 0,44% do índice de referência nacional no mesmo período. Embora tenham uma capitalização bolsista superior a algumas empresas do PSI-20, os CTT não o integram. Durante este período, olhando para os constituintes do PSI-20, a empresa do serviço postal só foi superada pelos comportamentos positivos do Banif e do BCP.

 

Apesar deste desempenho no acumulado das duas semanas, as últimas cinco sessões não foram tão favoráveis. Se nos primeiros dias os CTT passaram de 5,52 para 5,74 euros, nos cinco dias seguintes caíram dos 5,74 euros para os 5,65 euros.

 

Quando foram lançados em bolsa, aos 5,52 euros (o preço mais alto do intervalo antecipado pelo Governo), os analistas consideraram que haveria uma reduzida margem de valorização para a empresa no curto prazo. Algo que se via, também, tendo em conta a média das avaliações feitas pelos bancos que ajudaram à operação de colocação dos CTT em bolsa, que só dava margem para uma subida de 500 mil euros.

 

A distribuição de dividendos pelos accionistas é o atractivo da empresa para chamar mais investidores. Os CTT querem distribuir 60 milhões de euros no próximo ano com esta remuneração accionista, sendo que as previsões da casa de investimento da Caixa Geral de Depósitos apontam para dividendos de 180 milhões de euros em três anos. Seguir em frente com o banco postal, passando a ceder serviços como depósitos, é uma opção da companhia.

 

Neste momento, sabe-se que o Governo manteve 30% do capital dos CTT, sendo o maior accionista. Na altura da privatização, o Goldman Sachs assumiu uma participação de praticamente 5% na empresa de serviço postal. O Deutsche Bank é dono de 2%. Não são conhecidos mais nenhuns investidores de referência (com uma posição superior a 2% do capital social) na empresa liderada por Francisco Lacerda.




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