Bolsa Dia dispara mais de 10% em três dias com saída do CEO e rumores de OPA

Dia dispara mais de 10% em três dias com saída do CEO e rumores de OPA

As acções da Dia, dona do Minipreço, não param de subir. Valorizaram mais de 10% em três dias, depois de a cadeia de supermercados ter afastado o CEO e animadas por rumores de uma OPA por parte do maior accionista do grupo.
Dia dispara mais de 10% em três dias com saída do CEO e rumores de OPA
Rita Atalaia 28 de agosto de 2018 às 18:25

As acções da cadeia de supermercados Dia subiram mais de 10% em três dias. Isto depois de a dona do Minipreço ter decidido afastar o CEO da liderança do grupo. Mas também animadas pelos rumores de uma possível oferta pública de aquisição (OPA) por parte do maior accionista da empresa.

 

A valorização da Dia começou ainda na sexta-feira. As acções avançaram 4,82% assim que os espanhóis anunciaram a saída do presidente executivo, Ricardo Currás. Uma saída provocada pela queda dos lucros e dos títulos da cadeia de supermercados, numa altura em que a empresa se debate com uma dívida elevada. Currás foi já substituído por Antonio Coto Gutiérrez.

 

Os títulos mantiveram a tendência de subida, avançando novamente quase 5% na segunda-feira, apoiados por rumores de que estaria uma OPA a caminho. E continuaram a valorizar nesta sessão, elevando os ganhos para 11% em apenas três dias.

 

No sábado, o Expansion avançou que esta operação poderá partir do milionário russo Mikhail Fridman, o maior accionista deste grupo, com uma participação de 25% na empresa que marca presença em Portugal.

 

No caso de esta OPA ir para a frente, o jornal explica que Fridman deverá contar com o apoio do Goldman Sachs, que detém, actualmente, uma participação indirecta de 14,5% no capital da cadeia de supermercados espanhola.

O afastamento do CEO e a possibilidade de uma OPA são avançadas numa altura em que a empresa tem vindo a registar uma quebra dos lucros. Nos primeiros seis meses do ano, os resultados caíram 44% para 66,1 milhões de euros, penalizados pelo impacto cambial no Brasil e Argentina. 




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