Bolsa Dow Jones, S&P 500, Nasdaq e Russell 2000 em máximos históricos

Dow Jones, S&P 500, Nasdaq e Russell 2000 em máximos históricos

As principais praças bolsistas dos Estados Unidos fecharam a subir mais de 1%, a registarem o maior ganho do último mês, numa altura em que o movimento de vendas de obrigações aliviou e aumentou a procura de acções que pagam dividendos na expectativa de que o BCE prolongue o seu programa de compra de dívida.
Dow Jones, S&P 500, Nasdaq e Russell 2000 em máximos históricos
Bloomberg
Carla Pedro 07 de dezembro de 2016 às 21:32

Do outro lado do Atlântico, o arranque nesta sexta-feira foi marcado por descidas muito ligeiras. Com o decorrer do dia, os investidores foram-se animando e vários índices fecharam em novos recordes.

 

O Dow Jones encerrou a somar 1,55% para 19.549,62 pontos, o que constitui um recorde de fecho. Durante a sessão, chegou a tocar nos 19.558,42 pontos, destronando assim o anterior máximo histórico de 19.274,85 pontos, que tinha sido atingido há dois dias.

 

Este tem sido o índice mais sustentado pela perspectiva de um aumento dos gastos em infra-estruturas durante a presidência de Donald Trump, que assume funções a 20 de Janeiro.

 

O Standard & Poor’s, por seu lado, terminou com uma valorização de 1,3% para 2.241,63 pontos, estabelecendo assim novos máximos de sempre. O seu anterior recorde estava nos 2.214,10 pontos e tinha sido marcado no passado dia 30 de Novembro.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite fechou no verde, a ganhar 1,14% para 5.393,76 pontos, suplantando o recorde atingido a 29 de Novembro nos 5.403,86 pontos.

 

A completar o quarteto de recordes esteve o Russell 2000, com um avanço de 0,90%.

 

A sustentar a tendência altista em Wall Street estiveram sobretudo os títulos ligados às telecomunicações e imobiliário, que vieram juntar-se aos sectores que mais têm estado a ganhar terreno desde que Donald Trump venceu as eleições presidenciais dos EUA a 8 de Novembro: banca, indústria, construção, "utilities" e "small caps" [empresas com baixas capitalizações bolsistas, que estão a beneficiar da especulação de que as políticas de Trump "viradas para dentro" irão favorecer as companhias mais focalizadas no mercado interno].

 

Do lado das perdas, destaque para as biotecnologias, depois de Trump se ter declarado contra, numa entrevista à revista Time – que o elegeu personalidade do ano –, preços elevados para os medicamentos.

 

Os investidores estão na expectativa da reunião de amanhã do Banco Central Europeu, para perceberem se a autoridade monetária irá estender o seu programa de compra de activos além de Março de 2017 – estando o mercado a posicionar-se para uma continuação das compras mensais de activos no valor de 80 mil milhões de euros.

 

Além disso, os intervenientes dos mercados estão também à espera de mais pistas sobre a resiliência da economia, para tentarem perceber se esta está suficientemente sólida para suportar uma subida das taxas de juro.

 

Os economistas inquiridos pela Bloomberg apontam para uma probabilidade de 100% de a Reserva Federal norte-americana aumentar os juros na reunião de 13 e 14 de Dezembro – quando no início de Novembro, antes das eleições presidenciais de dia 8, a expectativa média de isso acontecer estava nos 68%.

 

A Fed iniciou o movimento de subida das taxas de juro em Dezembro do ano passado, tendo os juros directores aumentado para um intervalo compreendido entre 025% e 0,50% - desde Dezembro de 2008 que estavam fixados no mais baixo nível de sempre, entre 0% e 0,25%.




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