Bolsa Emergentes ditam a maior queda semanal da Mota-Engil em 10 anos

Emergentes ditam a maior queda semanal da Mota-Engil em 10 anos

A semana foi negra para as bolsas, muito devido às crises que estão a afectar alguns países emergentes, como a Argentina, a África do Sul e Turquia. Na bolsa nacional, a Mota-Engil foi a grande derrotada, com uma queda de quase 20%.
Sara Antunes 07 de setembro de 2018 às 16:54

A semana foi marcada por quedas avultadas nas bolsas devido aos receios em torno das economias emergentes, com especial enfoque na Argentina, na Turquia, na África do Sul e no Brasil.

 

O PSI-20 perdeu 3,5% esta semana, recuando para mínimos de Novembro de 2017, com todas as cotadas a desvalorizar, mas a Mota-Engil foi, de longe, a mais penalizada. As acções da Mota-Engil recuaram quase 20% neste período. Esta é a maior desvalorização semanal da empresa liderada por Gonçalo Moura Martins (na foto) desde Outubro de 2008, período marcado pela crise financeira mundial, que se seguiu ao colapso do Lehman Brothers.

 

Os receios em torno dos emergentes estão a penalizar fortemente a Mota-Engil devido à exposição que esta cotada tem a estes mercados. Entre os quatro países que têm atraído mais receios (Argentina, Turquia, África do Sul e Brasil), a Mota-Engil opera em três deles, tendo anunciado que ganhou contrato na Argentina no dia 1 de Agosto.

 

E os analistas prevêem que a pressão sobre estes países vai continuar, com a desvalorização das moedas e, consequentemente, dos activos. Factores que deverão pressionar, por sua vez, as empresas que actuam nestes mercados.

 

Além disso, a 30 de Agosto, a Mota-Engil apresentou os seus resultados do primeiro semestre. Os lucros aumentaram 24%, mas os analistas acabaram por considerar que em termos operacionais os números ficaram aquém do esperado.




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