Bolsa Escalada da energia e estímulos económicos impulsionam Wall Street

Escalada da energia e estímulos económicos impulsionam Wall Street

As principais bolsas dos Estados Unidos encerraram a semana em alta, animadas pela especulação de que os principais bancos centrais mundiais irão actuar no sentido de sustentar a economia global. Além disso, o petróleo disparou mais de 9% e deu gás aos títulos da energia.
Escalada da energia e estímulos económicos impulsionam Wall Street
Bloomberg
Carla Pedro 22 de janeiro de 2016 às 21:24

O Dow Jones fechou a sessão desta sexta-feira a somar 1,33% para 16.093,51 pontos, e o Standard & Poor’s 500 avançou 2% para 1.906,88 pontos.

 

O S&P 500 perdeu bastante terreno nas primeiras sessões da semana, tendo ontem retomado a partir de mínimos de 21 meses devido ao facto de o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, ter sinalizado que há potencial para mais medidas de estímulo à economia, isto num contexto de incerteza quanto às perspectivas para o crescimento mundial.

 

Na sessão de hoje, o principal índice do mundo manteve a trajectória ascendente, tendo conseguido fechar a semana em alta – quando se preparava para estabelecer a quarta semana consecutiva com saldo negativo, a inversão de hoje acabou por não ditar essa queda.

 

O índice tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, valorizou 2,66%, para se fixar nos 4.591,18 pontos.

 

As praças do outro lado do Atlântico foram também impulsionadas pelo bom desempenho dos títulos da energia após as recentes quedas neste sector. A contribuir para a tendência esteve a escalada dos preços do petróleo nos mercados internacionais. Depois de na quinta-feira terem subido em torno de 6%, esta sexta-feira dispararam mais de 9%, ainda sustentadas pelo aumento inferior ao estimado das reservas norte-americanas de crude na semana passada e também pela perspectiva de estímulos económicos adicionais – que aliviam os receios de uma queda do consumo.

 

Nesta primeira metade do mês, os mercados foram bastante penalizados – o índice S&P 500 teve o pior início de ano desde 2008 – pelos receios de que a queda das cotações do petróleo e a desaceleração na China possam prejudicar o crescimento global. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub