Bolsa Goldman Sachs deixa de ter participação qualificada nos CTT um dia após comprar

Goldman Sachs deixa de ter participação qualificada nos CTT um dia após comprar

Em 21 de Dezembro o Goldman Sachs superou a fasquia dos 2% do capital dos CTT passando a deter uma participação qualificada na cotada. No dia seguinte, alienou acções e deixou de ter a referida participação qualificada baixando do limiar dos 2%.
Goldman Sachs deixa de ter participação qualificada nos CTT um dia após comprar
Bruno Simão
David Santiago 03 de janeiro de 2018 às 18:05

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os CTT informam que o banco americano Goldman Sachs deixou de deter uma participação qualificada no capital social dos correios nacionais.

 

Na nota enviada ao regulador dos mercados, a cotada liderada por Francisco Lacerda refere que após uma operação realizada pelo Goldman Sachs em 22 de Dezembro, a instituição financeira passou a deter uma posição de 1,52% no capital dos CTT, isto através de acções directamente detidas e também de instrumentos de capital.

 

Desta forma, o Goldman Sachs manteve uma participação qualificada (superior a 2%) nos CTT por apenas um dia, uma vez que esta fasquia havia somente sido ultrapassada um dia antes, em 21 de Dezembro. Nessa data, o banco havia superado o limiar dos 2%, alcançado os 2,07%.

Os CTT fecharam 2017 com o pior desempenho das cotadas que integram o PSI-20. A tendência de quedas dos correios nacionais acentuou-se depois de terem sido conhecidos os resultados decepcionantes da cotada nos primeiros nove meses do ano, o que levou os CTT a cortarem o dividendo a pagar aos seus accionistas em 10 cêntimos, para 38 cêntimos.

Entretanto, as duas primeiras sessões de 2018 foram positivas para os CTT, que valorizaram 3,68% na terça-feira e apreciaram 2,59% na sessão desta quarta-feira. O que acontece depois de na passada semana a empresa ter apresentado à Autoridade da Concorrência um conjunto de compromissos em resposta ao processo de contra-ordenação aberto pelo regulador por indícios de infracção às regras de concorrência.

Por outro lado, os CTT avançaram com um plano de reestruturação que prevê o encerramento de 22 balcões e o despedimento de 800 funcionários até 2020.

Em análise realizada depois de terem sido conhecidos os resultados nos primeiros nove meses do ano, o CaixaBI antevia ser razoável antecipar uma "enorme mudança na estrutura accionista" da instituição.




Saber mais e Alertas
pub