Bolsa Há três anos que o Nasdaq não perdia mais de 1% durante 3 dias seguidos

Há três anos que o Nasdaq não perdia mais de 1% durante 3 dias seguidos

O sector tecnológico continua a ser o mais fustigado na negociação das bolsas norte-americanas, com o movimento de venda a colocar o Nasdaq no vermelho pela terceira sessão consecutiva.
Há três anos que o Nasdaq não perdia mais de 1% durante 3 dias seguidos
Reuters
Carla Pedro 30 de julho de 2018 às 21:07

O Dow Jones fechou a ceder 0,56% para 25.307,63 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,57% para 2.802,60 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite foi o índice de Wall Street que mais terreno cedeu, ao perder 1,39% para 7.630,00.

 

Tratou-se da terceira sessão consecutiva do Nasdaq a perder mais de 1%, o que não acontecia desde Agosto de 2015.

 

Depois de na sexta-feira o Twitter, Intel e Facebook terem sido os títulos que mais pressionaram o sector, hoje foi a vez da Netflix e uma vez mais da rede social liderada por Mark Zuckerberg.

 

Os resultados trimestrais decepcionantes têm sido o motor desta "debandada" dos investidores no que diz respeito às tecnologias.

 

As acções do Facebook fecharam a cair 2,19% e as da Netflix recuaram 5,70%, acabando por arrastar as restantes FAANG: Apple, Amazon e Alphabet (dona da Google).

A Netflix entrou, com esta queda, em território de "bear market". O mercado urso ocorre quando um activo cai pelo menos 20% face ao último máximo e a tecnológica sediada em Los Gatos, na Califórnia, já perdeu 20,5% face ao máximo atingido a 21 de Junho.

No passado dia 16, a Netflix, que fornece um serviço de streaming de filmes e séries de televisão, e que chegou a Portugal em Outubro de 2015, reportou lucros acima do esperado no segundo trimestre. No entanto, acabou por cair mais de 15% em bolsa, dado que não atendeu às expectativas em matéria de assinantes e de receitas.

 

A tomada de mais-valias no sector tecnológico acabou por se estender a outras indústrias, conduzindo assim os três principais índices norte-americanos para território negativo.

 

"Há muito dinheiro e especulação amontoados nas FAANG e agora o dinheiro está a sair", comentou à Reuters o principal analista de mercado da Phoenix Financial Services, Wayne Kaufman.

 

"É dinheiro que está a sair de apostas bolsistas muito concorridas, numa altura em que as pessoas também estão preocupadas com o ciclo de notícias sobre as eleições intercalares nos EUA e sobre as tarifas alfandegárias", sublinhou o mesmo analista.

 

Ainda pela negativa, destaque também para a Tyson Foods, que mergulhou mais de 7% depois de a empresa ter revisto em baixa as suas previsões para os lucros do ano, justificando-o com potenciais tarifas aduaneiras.

 

O sector da energia esteve entre os que ganharam terreno, se bem que ligeiramente, numa sessão em que as cotações do petróleo subiram devido às potenciais perturbações no fornecimento mundial.

 

Também o sector financeiro fechou no verde, numa altura em que os investidores esperam pelo anúncio da Fed sobre a sua política monetária. A reunião de dois dias da Reserva Federal norte-americana tem início amanhã.




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