Bolsa Jack Ma equaciona colocar em bolsa subsidiárias da Alibaba

Jack Ma equaciona colocar em bolsa subsidiárias da Alibaba

O co-fundador da gigante do comércio electrónico chinesa Alibaba, listada em bolsa desde 2014, admitiu que está a ponderar cotar na praça de Hong Kong algumas subsidiárias. A decisão final sobre quais as unidades que vão ser listadas ainda não foi tomada.
Jack Ma equaciona colocar em bolsa subsidiárias da Alibaba
Bloomberg
Ana Laranjeiro 09 de janeiro de 2018 às 15:36

A oferta pública inicial (IPO) da Alibaba foi a maior de sempre. Um marco que ainda hoje tem. Estávamos em Setembro de 2014, quando a empresa de comércio electrónico Alibaba entrou em bolsa, não na China, mas na praça nova-iorquina, beneficiando do alívio das regras chinesas, o que permitiu a empresas cotarem em outros mercados.

Nestes mais de três anos desde então, a empresa de comércio electrónico co-fundada por Jack Ma cresceu para um gigante ao nível da informática, disponibilizando vários serviços - além da comercialização de produtos - como serviços de cloud, streaming de música e de vídeo, e tendo ainda participações em sectores como a saúde, logística e cinema, refere a Bloomberg.

Com uma área de actuação tão diversificada, Jack Ma revelou agora que está a ponderar separar algumas unidades da empresa e listar em bolsa, concretamente em Hong Kong, alguma dessas subsidiárias.

"Vamos considerar cotar em Hong Kong algumas subsidiárias da Alibaba mas não decidimos qual", disse Jack Ma em entrevista à Bloomberg, após ter mantido um encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, que se encontra de visita à China.

A agência de informação explica que cotar uma das maiores empresas chinesas em Hong Kong seria um triunfo para a bolsa desta região administrativa especial da China. A bolsa de Hong Kong quer proceder a algumas mudanças de forma a poder competir com as praças rivais.

A Hong Kong Stock Exchange (HKSE) está a ponderar permitir que empresas com duas classes de acções entrem para este mercado. Esta poderá ser uma das medidas que podem ser adoptadas no âmbito das mudanças que estarão a ser preparadas e que será a maior ao nível das regras desde os anos de 1990, de acordo com a agência de informação.

Além da praça de Hong Kong, a China conta ainda com outra grande bolsa de valores, a praça de Xangai.

Ainda segundo a agência de informação, Jack Ma não se referiu à Ant Financial, empresa de pagamentos, que nasceu na sequência do negócio de comércio electrónico da Alibaba e que na China tem o serviço de pagamentos Alipay.

No ano passado, existiam rumores que indicavam que a Ant Financial poderia entrar em bolsa em 2017, segundo o Financial Times. Um artigo de Maio de 2017 deste jornal, citando um banco, o IPO da Ant Financial foi adiado para o final deste ano ou para o primeiro semestre de 2019 uma vez que a empresa precisava de assegurar que tinha a aprovação dos reguladores para avançar e necessitava ainda de focar-se na construção do negócio.

A Ant Financial comprou activos em outros países, como na Índia e Coreia do Sul. Mostrou-se também interessada em comprar a MoneyGram, mas esta operação foi bloqueada pelas autoridades norte-americanas, que alegaram motivos de segurança nacional para o fazerem.

 




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