Bolsa MiFID II: Bancos europeus podem perder 15% das receitas com corretagem de acções

MiFID II: Bancos europeus podem perder 15% das receitas com corretagem de acções

A directiva europeia que vai entrar em vigor no próximo ano representa uma ameaça às receitas dos bancos, sendo que o maior impacto deverá ser sentido no "trading" de acções.
MiFID II: Bancos europeus podem perder 15% das receitas com corretagem de acções
Reuters
Negócios com Bloomberg 07 de dezembro de 2017 às 07:58

As receitas que os maiores bancos europeus angariam na corretagem de acções podem vir a baixar até 15% quando entrar em vigor a Directiva dos Mercados de Instrumentos Financeiros da União Europeia, conhecida por MiFID II.

 

As estimativas são da firma de "research" Coalition e estão a ser citadas pela Bloomberg. As receitas totais na área de banca de investimento deverão cair 2,6%. No "trading" de produtos de taxa fixa ("fixed-income"), que representa a maior fatia da actividade de corretagem dos bancos europeus, a queda estimada é de 4,2%.

 

O mesmo estudo conclui que a grande maioria dos bancos europeus não está preparada para as novas regras que vão entrar em vigor já no início do próximo ano, que apesar de aligeirarem as regras no sector, podem vir a aumentar os custos legais e regulatórios que os bancos enfrentam.

 

"As receitas na corretagem de acções vão baixar em toda a linha. O 'research' será o mais atingido, com o 'buy-side' (gestoras de activos e outros investidores institucionais) a baixarem os valores que pagam à indústria", afirma Eric Li, director da Coalition. "Vamos assistir a negociações dolorosas com os bancos a tentarem recuperar parte do acréscimo de custos com o aumento das comissões aos clientes", acrescentou.

 

Ainda assim a Coalition adianta que o impacto total nos bancos globais será limitado, dado que a corretagem de acções representa uma pequena parcela da sua actividade.

 




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Quem a Lei diz que deve ser mais importante nos Mercados de Capitais – não são os interesses dos intermediários, que sempre souberam muito bem “puxar a brasa para a sua sardinha”;
São os interesses da população que trabalha esforçadamente e que vai poupando o que pode; precavendo-se para situações de emergência; preparando a educação dos filhos; criando a base necessária à concretização no futuro de sonhos de toda uma vida; proporcionando aos países os capitais necessários ao investimento, à criação de postos de trabalho, ao crescimento económico.
Em tal perspectiva, “o mais importante” é que, com as novas leis que aí vem (se não houver púdicas “espertezas saloias”, a sabotá-las), os intermediários financeiros terão que abdicar da venda exclusiva de fundos de investimento de produção própria, abrindo-se à venda da nata dos produtos alheios.
Será a Revolução e a queda de oligopólios, e “o mais importante” para quem são indubitavelmente “os mais importantes” : os Aforradores/Investidores

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Quem a Lei diz que deve ser mais importante nos Mercados de Capitais – não são os interesses dos intermediários, que sempre souberam muito bem “puxar a brasa para a sua sardinha”;
São os interesses da população que trabalha esforçadamente e que vai poupando o que pode; precavendo-se para situações de emergência; preparando a educação dos filhos; criando a base necessária à concretização no futuro de sonhos de toda uma vida; proporcionando aos países os capitais necessários ao investimento, à criação de postos de trabalho, ao crescimento económico.
Em tal perspectiva, “o mais importante” é que, com as novas leis que aí vem (se não houver púdicas “espertezas saloias”, a sabotá-las), os intermediários financeiros terão que abdicar da venda exclusiva de fundos de investimento de produção própria, abrindo-se à venda da nata dos produtos alheios.
Será a Revolução e a queda de oligopólios, e “o mais importante” para quem são indubitavelmente “os mais importantes” : os Aforradores/Investidores