Bolsa Navigator afunda 7% e leva PSI-20 à maior queda em duas semanas e meia

Navigator afunda 7% e leva PSI-20 à maior queda em duas semanas e meia

O PSI-20 fechou em terreno negativo, acompanhando a tendência das bolsas europeias. O maior contributo veio do sector do papel, particularmente da Navigator que está em ex-dividendo.
Navigator afunda 7% e leva PSI-20 à maior queda em duas semanas e meia
Tiago Varzim 15 de junho de 2018 às 16:42
O PSI-20 caiu 1,91% para os 5.569,17 pontos esta sexta-feira, a maior queda em duas semanas e meia. A bolsa nacional acompanhou assim o sentimento negativo que reina nas bolsas europeias. A queda mais expressiva é a da Navigator que está a descontar o dividendo. As cotadas do sector do papel foram as mais penalizadas, mas o BCP e a Galp Energia também tropeçaram. A maior subida foi da EDP Renováveis.

Ao todo, três cotadas subiram e 15 desceram na sessão desta sexta-feira. A recta final desta semana levou a uma saldo semanal negativo para a bolsa de Lisboa. Apesar de também ter desvalorizado esta sexta-feira, o Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, terminou a semana com um saldo positivo, principalmente por causa da sessão de ontem influenciada pelas decisões do Banco Central Europeu

A Navigator desvalorizou 6,96% para os 5,415 euros, a maior queda desde 25 de Agosto de 2015. Ou seja, a desvalorização mais expressiva em quase três anos. Isto no dia em que a papeleira desconta o dividendo de 27,894 cêntimos que irá distribuir aos accionistas. Também a Altri e a Semapa registaram quedas nesta sessão.

Para lá das papeleiras, o BCP e a Galp Energia também contribuíram para a queda do PSI-20. O banco desvalorizou 3,03% para os 26,58 cêntimos. Já a energética caiu 2,44% para os 15,785 euros num dia em que o petróleo está a desvalorizar mais de 2% nos mercados internacionais. 

A EDP, a Sonae, a Nos e a Jerónimo Martins também deram um contributo negativo nesta sessão. 

Por outro lado, a EDP Renováveis voltou a valorizar nesta sessão, renovando os máximos históricos, desde que entrou em bolsa em 2008, atingidos na quinta-feira. Além da energética, apenas os CTT e a Ibersol ficaram acima da linha de água. 

(Notícia actualizada às 16h52)



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