Bolsa PSI-20 "perde" 3,5 mil milhões de euros em nove sessões de quedas

PSI-20 "perde" 3,5 mil milhões de euros em nove sessões de quedas

O PSI-20 não fecha no verde há nove sessões. Este é o maior ciclo de perdas desde Agosto de 2011 e levou à "perda" de 3,5 mil milhões de euros de capitalização bolsista.
PSI-20 "perde" 3,5 mil milhões de euros em nove sessões de quedas
Reuters
Tiago Varzim 07 de setembro de 2018 às 16:40

O PSI-20 está a passar uma fase negra. A bolsa lisboeta está a perder valor há nove sessões consecutivas, o maior ciclo de quedas desde Agosto de 2011. Neste período, que inclui a queda desta sexta-feira, dia 7 de Setembro, o índice "perdeu" 3,5 mil milhões de euros de capitalização bolsista. Este valor corresponde quase ao BCP (3,7 mil milhões de euros).

Na sessão de hoje a bolsa desvalorizou 0,55% para os 5.232,99 pontos, acumulando mais de uma semana de perdas. O PSI-20 chegou mesmo a negociar em mínimos de Novembro, tendo sido penalizado pelo tombo do BCP assim como as quedas da Mota-Engil, Semapa e Navigator. A queda semanal do PSI-20 foi de 3,5%.

A bolsa nacional acompanha assim a tendência maioritariamente negativa dos índices europeus. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, conseguiu ficar acima da linha de água ao subir 0,07% para os 373,75 pontos, mas a maior parte das praças europeias registou perdas. A nível internacional, além da guerra comercial entre os EUA e a China, as bolsas estão a ser penalizadas pelas crises na Argentina, na Turquia e África do Sul que, por sua vez, têm um impacto nas economias emergentes. 

Essa pressão nos mercados está a prejudicar as cotadas mais expostas aos emergentes. É o caso da Mota-Engil que tem vários projectos na Argentina, África do Sul e Brasil. As acções da cotada desvalorizaram 1,59% para os 2,165 euros. 

Outra das quedas significativas é protagonizada pela Pharol: a cotada desceu 0,53% para os 18,9 cêntimos. Hoje é o dia da assembleia-geral para decidir o aumento de capital que, posteriormente, servirá para ir ao aumento de capital na operadora brasileira Oi. As acções da empresa têm sido penalizadas pela fraqueza do real (divisa brasileira) que diminuiu o valor em euros da participação da Pharol na Oi, o principal activo da cotada. 

Mas o maior tombo nesta sessão foi o do BCP. O banco liderado por Miguel Maya desvalorizou 2,68% para os 24,33 cêntimos. A cotada está em mínimos de final de Maio, depois de hoje ter sofrido a maior queda em dois meses e meio. Ao BCP juntou-se a Sonae que perdeu 1,44% para os 88,85 cêntimos. 

Entre as quedas destaca-se ainda a Semapa com uma desvalorização de 1,37% para os 17,34 euros e a Navigator com um deslize de 1,11% para os 4,08 euros - ambas as cotadas pertencem ao sector do papel. A outra cotada desse sector, a Altri, foi uma das poucas que fechou em terreno positivo com uma subida de 0,26% para os 7,73 euros. 


Acima da linha de água ficaram ainda os CTT, a Nos e a EDP Renováveis que valorizou 0,83% para os 8,455 euros. 

(Notícia actualizada pela última vez às 16h58)




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