Bolsa PSI-20 sobe pela primeira vez em cinco sessões com JM e Nos a impulsionar

PSI-20 sobe pela primeira vez em cinco sessões com JM e Nos a impulsionar

Lisboa contrariou a tendência negativa das acções europeias, que seguem em mínimos do final de Setembro.
PSI-20 sobe pela primeira vez em cinco sessões com JM e Nos a impulsionar
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 14 de novembro de 2017 às 16:47

A bolsa nacional encerrou em alta esta terça-feira, 14 de Novembro, depois de quatro sessões consecutivas de perdas. O PSI-20 ganhou 0,20% para 5.268,36 pontos, com dez cotadas em alta e oito em queda.

Lisboa contrariou desta forma a tendência negativa das principais praças europeias, que foram penalizadas sobretudo pelas cotadas do sector da mineração e da energia. Isto depois de a Agência Internacional de Energia ter cortado as suas estimativas para a procura de crude em 2018 em 200 mil barris por dia, levando o petróleo a registar descidas em torno de 2% nos mercados internacionais.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desce 0,53% para 384,07 pontos, o valor mais baixo desde 26 de Setembro.

Por cá, a Jerónimo Martins e a Nos foram as empresas que mais animaram o PSI-20. Depois de ter recuado quase 2% na sessão de ontem, a retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos valorizou 2,26% para 15,85 euros, enquanto a Nos subiu 2,09% para 5,27 euros, a beneficiar da revisão em alta do preço-alvo para 5,75 euros, por parte do BPI, que também subiu a recomendação de "underperform" para "neutral".

A contribuir para os ganhos estiveram ainda a REN e a EDP. A REN valorizou 0,70% para 2,598 euros, depois de ter sido conhecido ontem que o aumento de capital de 250 milhões de euros para financiar a compra da Portgas será feito a 1,877 euros por acção.

Já a EDP, que se financiou hoje no mercado em 500 milhões de euros com um juro a rondar os 1,6%, ganhou 0,47% para 2,97 euros.

Ainda na energia, a EDP Renováveis desceu 0,20% para 6,938 euros e a Galp recuou 0,92% para 16,13 euros. 

Com sinal verde encerrou também a Pharol, no dia em que foi noticiado que a brasileira Oi 
chegou a acordo com 27 mil pequenos credores no Brasil, tendo conseguido negociar créditos de 196 milhões de reais (cerca de 51 milhões de euros). Os títulos somaram 0,27% para 36,6 cêntimos. 

Do lado das descidas, o BCP perdeu 0,55% para 25,09 cêntimos, depois de ter apresentado lucros de 133,3 milhões entre Janeiro e Setembro deste ano, face aos prejuízos de 251 milhões apresentados no mesmo período de 2016.

OS CTT, que tocaram num novo mínimo histórico de 3,153 euros, desvalorizaram 2,29% para 3,161 euros. 

(Notícia actualizada às 16:53)




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