Bolsa Wall Street afunda com quebra das vendas a retalho e petróleo

Wall Street afunda com quebra das vendas a retalho e petróleo

As principais praças norte-americanas registaram quedas acentuadas após quebra das vendas no sector retalhista e devido à pressão colocada pela grande desvalorização do petróleo. O S&P 500 fechou em mínimos de Agosto de 2015.
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David Santiago 15 de janeiro de 2016 às 21:11

Foi um final de semana penalizador para Wall Street, com as principais praças a registarem fortes quedas e a encerrarem a sessão desta sexta-feira, 15 de Janeiro, em mínimos.

 

O Standard & Poor’s 500 desvalorizou 2,2% para o nível mais baixo desde o final de Agosto do ano passado, num dia em que tocou no valor mais baixo desde Outubro de 2014, com o índice a acentuar assim aquele que já era o pior arranque de ano de sempre. Esta foi a terceira semana seguida a perder valor.  

 

Já o índice industrial Dow Jones terminou o dia a ceder 2,39% para 15.987,19 pontos, numa sessão em que registou a maior queda diária em quatro meses e em que transaccionou no valor mais baixo desde Agosto do ano passado, acompanhado pelo tecnológico Nasdaq Composite que fechou a perder 2,74% para 4.488,41 pontos, após ter negociado em mínimos de 24 de Agosto de 2015.

A exemplo do sucedido na Europa, também as praças bolsistas dos Estados Unidos foram penalizadas pelo prolongamento da tendência de forte queda do petróleo nos mercados internacionais, numa altura em que a matéria-prima negoceia em mínimos de 12 anos na casa dos 29 dólares por barril.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) segue a deslizar 4,94% para 29,66 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent do Mar do Norte está a cair 5,63% para 29,14 dólares. Na quinta-feira, o presidente da Fed de St. Louis, James Bullard, dizia que a desvalorização do crude pode determinar mudanças no plano de acção da Reserva Federal. Isto depois de a instituição liderada por Janet Yellen ter adiantado pretender decretar quatro aumentos da taxa de juro directora em 2016.

 

Ainda a penalizar o sentimento dos investidores norte-americanos esteve a queda das vendas do sector do retalho que, em Dezembro, caíram para o valor mais baixo desde 2009, revelando sinais de que a robustez da recuperação da economia dos Estados Unidos poderá não ser aquilo que os analistas antecipavam.

Num dia em que o vermelho foi claramente o tom dominante em Wall Street, a desvalorização do petróleo implicou fortes perdas para as cotadas do sector energético, em especial do petrolífero. A título de exemplo, apenas uma das cotadas que operam no sector energético que compõem o S&P 500 não fechou em terreno negativo.

 

No sector petrolífero, em destaque pela negativa esteve a Marathon Oil que cedeu 10,25% para 8,14 dólares e a Transocean que caiu 6,45% para 9,86 dólares. Ainda neste sector, a Chevron deslizou 2,11% para 83,67 dólares e a Exxon Mobil desceu 1,93% para 77,58 dólares.

 

Nota negativa também para a Intel que afundou 9,10% para 29,76 dólares após ter anunciado vendas abaixo das perspectivas no último trimestre de 2015. 

 

E também no sector financeiro o dia foi marcado por perdas acentuadas. O Citigroup perdeu 6,41% para 42,47 dólares mesmo depois de ter revelado lucros trimestrais que superaram as estimativas dos analistas.

 

Já o Goldman Sachs desvalorizou 3,58% para 155,61 dólares depois de na quinta-feira ter chegado a acordo com as autoridades norte-americanas para o pagamento de até 5 mil milhões de dólares para resolver a questão relacionada com a venda de títulos hipotecários durante o período anterior à crise financeira.

 

Destaque pela negativa ainda para a gestora de activos BlackRock que deslizou 4,33% para 296,58 dólares já depois de ter divulgado lucros no último trimestre de 2015 que ficaram aquém das estimativas dos analistas.

 
(Notícia actualizada às 21h:30)
 


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Zé da Apúlia 15.01.2016

Como é evidente (vamos ver se desta o pasquim publica o meu comentário), Portugal vai ficar outra vez sem acesso aos mercados, brevemente.

Zé da Apúlia 15.01.2016

Como é evidente (vamos ver se desta o pasquim publica o meu comentário), Portugal vai ficar outra vez sem acesso aos mercados, brevemente.

Zé da Apúlia 15.01.2016

Como é evidente (vamos ver se desta o pasquim publica o meu comentário), Portugal vai ficar outra vez sem acesso aos mercados, brevemente.

Zé da Apúlia 15.01.2016

Como é evidente (vamos ver se desta o pasquim publica o meu comentário), Portugal vai ficar outra vez sem acesso aos mercados, brevemente.

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