Bolsa Quedas dos CTT e do BCP ditam descida da bolsa

Quedas dos CTT e do BCP ditam descida da bolsa

A bolsa nacional terminou o dia em queda, pressionada pela descida dos CTT, que estão a descontar o dividendo que vão pagar aos accionistas, bem como pelo BCP, que cedeu mais de 1,5%.
Quedas dos CTT e do BCP ditam descida da bolsa
Pedro Catarino/CM
Sara Antunes 16 de maio de 2018 às 16:46

O PSI-20 caiu 0,07% para 5.695,67 pontos, sendo esta a primeira queda em nove sessões. A contribuir para a descida da bolsa estiveram 10 cotadas, contra sete que subiram e uma que fechou inalterada. No resto da Europa a tendência foi positiva, na maior parte dos mercados. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, aprecia 0,27% para 393,42 pontos.

 

Destaque para a bolsa italiana, que deslizou mais de 2%, numa altura em que estará a ser discutido pelos partidos que pretendem formar governo um pedido de perdão de dívida de 250 mil milhões de euros, que estão nas mãos do Banco Central Europeu (BCE). Estas notícias estão a provocar uma subida de 16 pontos base da taxa de juro da dívida italiana a 10 nos e a queda do euro, para mínimos de Dezembro. 

A justificar a queda da bolsa estiveram essencialmente as acções dos CTT, que afundaram 9,69% para 2,928 euros, no dia em que os títulos descontam o dividendo de 0,38 euros que a empresa vai distribuir aos accionistas. Não fosse este ajuste técnico e as acções teriam subido 2,3%.

 

A contribuir para a queda da bolsa esteve também o BCP, que desceu 1,64% para 0,2816 euros, num dia em que o sector financeiro na Europa registou significativas. O índice Stoxx para a banca recuou mais de 1%, com o alemão Commerzbank a perder mais de 6% e os italianos Finecobank, BPM e Unicredit a deslizarem mais de 4,5%. A penalizar a banca estão precisamente as notícias em torno de Itália.


A EDP também contribuiu para a descida da bolsa, sendo esta a primeira queda desde que a oferta pública de aquisição (OPA) da China Three Gorges (CTG) foi lançada. A eléctrica perdeu 1,16% para 3,40 euros, mantendo-se ainda assim acima da contrapartida de 3,26 euros oferecida pelos chineses. A EDP Renováveis também recuou 0,56% para 8,03 euros.

 

Do lado oposto, e a travar a queda da bolsa, esteve o sector do papel, com grande destaque para a Altri, que disparou mais de 13% para 7,55 euros, o valor mais elevado de sempre. Apesar de ter sido a cotada com o desempenho mais notável, não esteve sozinha. A Navigator subiu 2,58% para 5,375 euros, tendo também atingido o valor mais elevado de sempre.

 

A Semapa, que hoje apresenta resultados do primeiro trimestre, também negociou no valor mais elevado de sempre (20,40 euros). As acções da empresa liderada por Pedro Queiroz Pereira subiram 4,63% para 20,55 euros. Os analistas do BPI estimam vendas no valor de 557 milhões de euros, um EBITDA de 125 milhões e uma queda de 42% dos lucros para 25 milhões de euros. 


(Notícia actualizada 17:03 com mais informação)




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