Bolsa Tecnológicas prolongam quedas e pressionam Nasdaq

Tecnológicas prolongam quedas e pressionam Nasdaq

As bolsas norte-americanas chegaram a aliviar no início da sessão, mas minutos depois prologaram as quedas da sessão anterior. As preocupações com a guerra comercial mantêm-se.
Tecnológicas prolongam quedas e pressionam Nasdaq
Reuters
Tiago Varzim 06 de setembro de 2018 às 14:40
Wall Street abriu em alta com as cotadas do sector tecnológico a recuperar e a divulgação de indicadores económicos positivos, mas minutos depois a negociação voltou a terreno negativo no caso do Nasdaq. As preocupações de que esta quinta-feira, dia 6 de Setembro, Donald Trump possa avançar com tarifas em 200 mil milhões de dólares de bens chineses pode preocupar os investidores. Além disso, os mercados estão atentos à renegociação do NAFTA com o Canadá.

A recuperação das tecnológicas acontecia depois da sessão negativa de ontem, no dia em que estas empresas foram ao Congresso dar esclarecimentos sobre medidas tomadas em relação à interferência externa na política norte-americana. O receio de que haja uma regulação mais apertada para as gigantes Facebook, Alphabet, Microsoft ou Twitter.

O índice tecnológico Nasdaq, que acumula uma valorização de mais de 15% desde o início do ano, arrancou a subir 0,08% para os 8.001,270 pontos, mas minutos depois inverteu: está a cair 0,31% para os 7.970,090 pontos. O Dow Jones sobe 0,05% para os 25.988,18 pontos e o S&P 500 avança 0,04% para os 2.889,91 pontos. 

Quanto às cotadas, destaque para a Netflix que está a subir 2,35% para os 287,34 pontos, depois de ter sido uma das empresas mais penalizadas ontem. A contribuir para isso está também a subida do preço-alvo definido pela RBC, que aponta agora para um maior nível de penetração nos mercados norte-americano e britânico por parte da Netflix.

As acções da Alphabet (Google), Facebook e Amazon estavam a recuperar, mas minutos depois passaram a prolongar as perdas com quedas entre os 0,5% e os 1,5%. 

A beneficiar a negociação estão os dados económicos positivos. Houve menos 10 mil novos pedidos de subsídio de desemprego, tendo o número descido para 203 mil, um mínimo de quase 49 anos. O número total de pessoas que recebe o subsídio desceu três mil para os 1,7 milhões de beneficiários. Acresce que os dados da ADP mostram que no sector privado foram criados mais 163 mil postos de trabalho.

A preocupação à volta da guerra comercial continua a marcar a agenda mediática. Hoje termina a consulta pública sobre a imposição de tarifas em 200 mil milhões de dólares de bens chineses, sendo que Trump poderá implementá-las no terreno nos próximos dias, segundo a imprensa internacional. Quanto à relação com o Canadá, há o segundo dia de negociações do NAFTA, depois de o país liderado por Justin Trudeau ter sido que as conversações têm sido "construtivas".  

A nível internacional, destaque ainda para a notícia da Bloomberg que dá conta de que Kim Jong-Un quer proceder à desnuclearização até ao fim do mandato do actual presidente norte-americano, sinalizando que as negociações pós-cimeira estarão num bom caminho.

(Notícia actualizada às 14h45 com a inversão das tecnológicas e do Nasdaq)



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