Bolsa Turbulência nas bolsas pode adiar saída do Estado francês da Peugeot

Turbulência nas bolsas pode adiar saída do Estado francês da Peugeot

O nervosismo nas bolsas mundiais poderá adiar a saída do Estado francês do capital da Peugeot. Acções da empresa afundam 35% desde máximos de Maio.
Turbulência nas bolsas pode adiar saída do Estado francês da Peugeot
Nuno André Ferreira/Correio da Manhã
Patrícia Abreu 16 de Fevereiro de 2016 às 11:52

O clima de instabilidade que se abateu sobre os mercados accionistas mundiais está a levar a um adiamento de operações em bolsa. Depois do Reino Unido ter desistido de vender até ao Verão a sua posição no Lloyds, agora é a França que está a ponderar adiar a saída do capital na Peugeot Citröen devido à correcção nas acções.


Quase dois anos depois de ter resgatado a fabricante automóvel Peugeot, o Estado francês pretende alienar a sua posição no capital da empresa, mas a descida dos títulos pode levar a um adiamento do negócio, avança a Bloomberg.


A divulgação dos resultados da Peugeot no próximo dia 24 de Fevereiro poderá, segundo fontes próximas do processo citadas pela agência de notícias, ser determinante para o Estado francês decidir sobre uma eventual saída do capital da companhia.


Caso alienasse a sua posição agora, o Estado francês poderia arrecadar 600 milhões de euros, um valor significativamente inferior ao que poderia ter ganho se tivesse vendido os títulos em Maio de 2015. Desde que tocaram máximos de quatro anos, a 27 de Maio, os títulos tombaram 35%, arrastados pelo escândalo provocado pela emissão de gases na indústria e pela correcção nas bolsas.


"A altura para vender as acções da Peugeot é claramente negativo", defende Andrea Tueni, corretor do Saxo Bank. O mesmo especialista realça que o escândalo no sector automóvel e as preocupações em relação ao crescimento global arrastaram as acções das fabricantes automóveis, "por isso vender a estes níveis não faz qualquer sentido".


As acções da empresa estão a desvalorizar na bolsa francesa. Descem 2,4% para 12,45 euros, mas já chegaram a tombar 5,1% durante a sessão.




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