Bolsa Wall Street no vermelho em novo dia de perdas nos mercados mundiais

Wall Street no vermelho em novo dia de perdas nos mercados mundiais

As principais praças norte-americanas voltam a negociar em terreno negativo, acompanhando o sentimento verificado nas principais bolsas internacionais.
Wall Street no vermelho em novo dia de perdas nos mercados mundiais
Bloomberg
David Santiago 11 de fevereiro de 2016 às 14:38

O índice industrial Dow Jones iniciou a sessão desta quinta-feira, 11 de Fevereiro, a ceder 1,12% para 15.737,3 pontos, tal como o tecnológico Nasdaq que começou o dia a recuar 1,20% para 4.231,98 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s 500 abriu a sessão a perder 0,9% para 1.836 pontos, num momento em que este índice apresenta uma desvalorização de 13% face ao máximo histórico alcançado em Maio de 2015.

 

Uma vez mais Wall Street está a acompanhar a tendência de queda generalizada registada hoje nos principais mercados internacionais. Nomeadamente nas bolsas europeias, que seguem em queda, penalizadas pela maior descida do sector financeiro desde 2011. O índice de referência grego, o FTASE, está mesmo a negociar num novo mínimo histórico, acumulando já uma desvalorização de 30% desde o início do presente mês de Fevereiro.

 

Como tem sido habitual nas últimas semanas, designadamente desde o início de 2016, os investidores continuam receosos relativamente aos efeitos de contágio que o abrandamento da economia global, em especial da China, poderá implicar.

 

Por outro lado, a desvalorização do preço do petróleo a que se tem assistido de há quase dois anos a esta parte também continua a influenciar negativamente os investidores.

Nesta altura, os bancos centrais da Zona Euro e do Japão têm sinalizado a disponibilidade para adoptar novas políticas de estímulo económico se prevalecerem os sinais de arrefecimento da economia global.

 

Na quarta-feira, depois de um dia a negociar em alta, Wall Street regressou às perdas já no final da sessão perante o adensar da expectativa de que a Reserva Federal adie a subida por quatro vezes da taxa de juro directora, isto após Janet Yellen, líder da Fed, ter realçado no Congresso que as actuais condições "são menos favoráveis ao crescimento".

 

Ainda assim, esta quarta-feira foram conhecidos dados positivos sobre a economia norte-americana. O Departamento do Trabalho revelou que os pedidos de subsídio de desemprego caíram em 16 mil para 269 mil na semana finda a 6 de Fevereiro, o que representa o valor mais baixo das últimas sete semanas.

 

Tal como na última sessão, a banca norte-americana destaca-se pela negativa. O Citigroup desvaloriza 5,05% para 35,52 dólares, o Bank of America perde 5,51% para 11,32 dólares, o JP Morgan cede 4,21% para 53,18 dólares e o Goldman Sachs cai 3,76% para 141,69 dólares. 


(Notícia actualizada às 14:53)




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