Bolsa Wall Street inverte para terreno negativo com inflação a ofuscar crescimento

Wall Street inverte para terreno negativo com inflação a ofuscar crescimento

As bolsas norte-americanas abriram em alta, mas acabaram por inverter e fechar no vermelho, devido a sinais de que as taxas de juro nos EUA poderão subir mais depressa do que se pensava.
Wall Street inverte para terreno negativo com inflação a ofuscar crescimento
Carla Pedro 26 de Fevereiro de 2016 às 21:22

Os sinais de que o banco central chinês agirá para impulsionar a economia estiveram esta sexta-feira a ajudar ao optimismo nas bolsas.

 

Além disso, a economia dos EUA cresceu acima do esperado no quarto trimestre, o que também contribuiu para animar o sentimento dos investidores. No entanto, como a inflação norte-americana também subiu (naquele que foi o aumento mais acentuado desde Outubro de 2014), ficando assim mais perto da meta de 2% fixada pela Fed, aumentou a especulação de que a Reserva Federal poderá retomar a senda altista dos juros – que em Dezembro foram aumentados pela primeira vez em quase uma década – mais depressa do que aquilo que se estava a antecipar. Esses receios temperaram o optimismo em torno do crescimento e só o índice tecnológico é que conseguiu manter-se no verde.

 

O índice industrial Dow Jones encerrou a ceder 0,34%, para 16.639,97 pontos, e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,2% para 1.947,94 pontos – depois de na véspera se ter fixado em máximos de seis semanas.

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite conseguiu manter-se em terreno positivo, terminando com um ganho de 0,18% para se estabelecer nos 4.590,47 pontos.

 

O PIB dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 1%, contra uma estimativa inicial de 0,7%, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Departamento norte-americano do Comércio. Os economistas inquiridos pela Bloomberg apontavam para uma expansão média de 0,4% nos últimos três meses do ano.

 

Estes dados contribuíram para fortalecer o dólar face às principais moedas, o que penalizou as empresas com uma substancial proporção dos seus negócios fora de território norte-americano. Foi o caso da Coca-Cola, que perdeu 2,3%.

 

Do lado dos ganhos, destaque para as matérias-primas (exceptuando a energia, que continua a ser castigada pela fragilidade dos preços do petróleo), devido à diminuição dos receios quanto ao crescimento – a Freeport-McMoRan escalou 4,2%, animada pela valorização das cotações do cobre.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub